As divergências entre os políticos aumentaram durante a votação da reforma tributária

Mateus Omena Publicado em 07/07/2023, às 13h19
As divergências entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter prejudicado a estratégia política de Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista.
A situação pode ter colocado em campos opostos os dois principais cabos eleitorais que Nunes pretendia ter em sua campanha para a campanha de reeleição em 2024.
Mesmo que não tenha declarado apoio ao PL, partido que controla a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Nunes estava investindo no apoio direto de Bolsonaro, especialmente depois que a pré-candidatura de Ricardo Salles à Prefeitura havia sido interrompida.
Na última terça-feira (4), em Brasília (DF), Nunes participou de uma reunião com Jair Bolsonaro e tirou fotos com o ex-presidente. Em relação a Tarcísio, o apoio é visto como certo tanto no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, como na Prefeitura e na Câmara Municipal.
Tarcísio conta com uma posição forte no cenário político de São Paulo. Ele dispõe de parcerias em ações de segurança pública, saúde e habitação. Além de dois auxiliares diretos, o vice-governador Felício Ramuth e o secretário especial, Guilherme Afif, que atuam em programas de recuperação do centro da cidade, ações que beneficiam Nunes.
Por outro lado, o prefeito e o governador de São Paulo estiveram em lados opostos nas discussões da reforma tributária desde o começo da semana.
Nunes esteve na liderança da Frente Nacional de Prefeitos, que fez oposição à votação, e afirmou que o texto defendido pelo governo Lula poderia resultar em uma queda de arrecadação de até R$ 17 bilhões a São Paulo.
Já Tarcísio tem defendido a votação do texto sem alterações, em um anúncio feito ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que surpreendeu Nunes, segundo o jornal Metrópoles. O gestor da capital paulista não esperava uma posição tão abertamente favorável ao projeto identificado com os adversários políticos, disseram os aliados.
No entanto, o cenário político deixa Ricardo Nunes mais perto de Tarcísio. Isso se explica pelo fato do governador ter máquina de São Paulo nas mãos. Além de ele ter um cabo eleitoral muito mais potente do que Bolsonaro.
A aliança com Tarcísio pode ser mais vantajosa por oferecer eleitores novos e a perda de um eleitor. O apoio de Bolsonaro tem o efeito exatamente oposto: o ganho de um eleitor novo e a perda de dois.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Frente fria traz garoa e frio intenso para São Paulo nesta semana

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Virgínia passa mal, faz teste de gravidez e revela resultado

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação