O prefeito demonstrou preocupação com possível aumento na tributação do setor de serviços

Mateus Omena Publicado em 07/07/2023, às 11h27
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), mudou seu discurso sobre a Reforma Tributária e declarou, na quinta-feira (6), que apoia a aprovação do projeto em tramitação no Congresso Nacional.
Em entrevista à GloboNews, no entanto, o político pediu que os parlamentares levem em conta as ressalvas e sugestões levantadas pelo município.
“A gente nunca foi contra a reforma tributária. Nós somos contra alguns pontos do texto que foi apresentado”, disse Nunes.
O prefeito de São Paulo argumentou que, caso a reforma seja aprovada, haverá um aumento na tributação do setor de serviços com a substituição dos impostos ISS e ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Ele também demonstrou preocupação com a proposta de centralizar a arrecadação do novo imposto sob um Conselho Federativo e enfatizou que a distribuição não pode ser injusta, sendo necessário levar em conta o tamanho da população de cada cidade.
“A única coisa que a cidade de São Paulo pleiteia é que ela não perca e mantenha aquilo que é de direito dela, o que ela produz… Evidentemente nossa arrecadação é maior. São questões proporcionais”.
Nunes também defendeu que o Conselho Federativo tenha formação e votos proporcionais às populações dos municípios e defendeu que a capital paulista precisará ter mais voz.
Um levantamento do Censo Demográfico 2022 mostra que a cidade de São Paulo sozinha possui uma população maior que 22 Estados e o Distrito Federal, com 11,4 milhões de habitantes.
O prefeito disse que orientou os deputados federais do Estado de São Paulo a votarem a favor da reforma, o que deve ocorrer ainda nesta quinta-feira (6), no plenário da Câmara dos Deputados, mas que acolham as sugestões propostas pela cidade.
“Estou falando para que eles votem a favor, mas que observem que temos várias sugestões… e que sejam acolhidas essas sugestões de alteração do texto”..
Na última quarta-feira (6), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e colocou seu Estado como um “parceiro” na aprovação da reforma tributária, dizendo que suas divergências são “pontuais” e podem ser resolvidas.
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