Segundo o prefeito Ricardo Nunes, o aumento consistirá em um investimento de R$ 39 milhões mensais

Mateus Omena Publicado em 05/07/2023, às 15h51
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (5) que fará o reajuste de 15% no piso salarial de professores da rede municipal de ensino.
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o secretário municipal de Educação, Fernando Padula, a partir de agosto a alteração vai garantir o pagamento de R$ 4.420,55 a 32.475 professores da educação básica.
Para viabilizar o reajuste, a prefeitura afirmou que vai realizar um investimento de aproximadamente R$ 39 milhões mensais.
“Isso traz um reflexo muito importante para os nossos alunos, pois as crianças que passaram por creches vão ter uma capacidade melhor para adquirir conhecimento no decorrer do processo da vida, melhora a questão cognitiva, motora, de convivência”, declarou.
E acrescentou: ”Podemos ter essa cidade, que é praticamente um país, com 12 milhões de habitantes e todas as crianças com direito a fazer uso da creche, pelo terceiro ano consecutivo. Estamos muito felizes por este, que é mais um avanço nessa questão da primeira infância, que é fundamental para as famílias”.
Segundo o secretário de Educação, o valor do salário dos professores que atuam nestas unidades passou de R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55 mensais. A mudança será feita neste mês de julho, e o pagamento com reajuste começa a partir de agosto.
Desde 2022, a Prefeitura de São Paulo também colocou uma medida que faz parte da política de valorização dos profissionais que atuam nas unidades parcerias dos Centros de Educação Infantil (CEI), o programa Mais Integração. Até então, o Prêmio de Desempenho Educacional (PDE), existente desde 2009, só beneficiava os servidores diretos da Educação.
No ano passado, o prêmio chegou até R$ 6 mil, e foi concedido como forma de reconhecer a importância desses profissionais que prestam um serviço da mesma qualidade dos servidores. Segundo a Prefeitura, todos os trabalhadores dos CEI foram beneficiados, incluindo professores, diretores, coordenadores pedagógicos, cozinheiros, e auxiliares de limpeza e cozinha. Mais de 50 mil profissionais foram contemplados da última vez.
O valor é calculado individualmente e se baseia em critérios como assiduidade do profissional e atendimento prestado no CEI em que ele atua.
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