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Mais de 100 voos são cancelados em Congonhas após ventos fortes; Guarulhos alterna 31 operações

Defesa Civil registra ventos de 96,3 km/h e alerta para risco elevado de quedas de árvores e danos estruturais

Entre 9 e 10 de dezembro, ventos fortes afetaram voos e infraestrutura, com cancelamentos e desvios em Congonhas e Guarulhos - Imagem: Reprodução/Cadu Lando/g1
Entre 9 e 10 de dezembro, ventos fortes afetaram voos e infraestrutura, com cancelamentos e desvios em Congonhas e Guarulhos - Imagem: Reprodução/Cadu Lando/g1

Gabriela Nogueira Publicado em 10/12/2025, às 20h13


A forte ventania que atinge São Paulo entre os dias 9 e 10 de dezembro provocou um efeito dominó no transporte aéreo e na infraestrutura da capital. A Latam Airlines confirmou que dezenas de voos precisaram ser cancelados, alterados ou tiveram a rota desviada devido às condições meteorológicas, consideradas severas pelas equipes de controle de tráfego aéreo.

Em Congonhas, na Zona Sul, 121 voos foram cancelados até as 17h30 desta quarta-feira, incluindo 50 chegadas e 71 partidas. Em Guarulhos, outros 31 voos tiveram de alternar para aeroportos distintos enquanto as rajadas de vento impediam operações seguras nas pistas.

Segundo a Defesa Civil, a velocidade do vento chegou a 96,3 km/h ao meio-dia, índice que configura perigo extremo e aumenta o risco de queda de árvores e danos estruturais. A intensidade dos ventos faz parte dos efeitos de um ciclone extratropical formado na Região Sul e que se deslocou para o Sudeste.

Nos aeroportos, passageiros relataram atrasos no desembarque e na liberação de escadas após o pouso. A administradora Aena informou que Congonhas permaneceu operacional, mas reforçou que as companhias foram orientadas a cancelar ou reprogramar voos diante das condições adversas. A Gol também reportou impactos e cancelamentos em sua malha.

Em Guarulhos, a concessionária GRU Airport informou que a normalização parcial das operações começou por volta das 16h20, à medida que a ventania perdia força.

Enquanto o setor aéreo enfrentava instabilidade, a cidade lidava com consequências ainda mais amplas. Segundo a Enel, mais de 1,8 milhão de clientes ficaram sem energia em algum momento da manhã devido à queda de árvores e danos diretos à rede elétrica. O Hospital São Paulo, um dos maiores do país, teve consultas remarcadas após enfrentar falta de energia desde a noite anterior.

Até o meio-dia, o Corpo de Bombeiros havia registrado 57 quedas de árvores e recebido mais de 500 chamados relacionados a incidentes provocados pelo vento. Em bairros como Parque São Domingos, árvores de grande porte tombaram sobre vias e rotatórias. Na região da Avenida Paulista, uma queda próxima à Japan House gerou interdição parcial do entorno, mas sem feridos.

Como medida preventiva, todos os parques municipais foram fechados até que equipes técnicas avaliem a segurança das áreas. Entre eles estão o Parque Ibirapuera e o Parque Ecológico do Guarapiranga.

A Defesa Civil alertou ainda que, com o solo encharcado pelas chuvas recentes, há risco elevado de novos tombamentos e deslizamentos. O cenário reforça a necessidade de monitoramento constante dos fenômenos climáticos extremos que têm se tornado mais frequentes na região metropolitana.


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