Polícia Civil abre inquérito para apurar explosão e suas consequências

Gabriela Thier Publicado em 15/11/2025, às 17h32
Na manhã da última quinta-feira (13), a Defesa Civilde São Paulo registrou um número alarmante de residências afetadas por uma explosão no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital. Após uma nova avaliação, o total de imóveis interditados foi revisado, passando de 23 para 11. Dentre estes, 10 foram considerados totalmente interditados e apenas um parcialmente.
A explosão ocorreu por volta das 19h50 em uma casa situada nas proximidades da Avenida Salim Farah Maluf, próxima à Avenida Celso Garcia. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o incidente resultou em uma fatalidade e deixou outras 10 pessoas feridas. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelou que a residência em questão funcionava como um depósito clandestino de fogos de artifício, prática que culminou na explosão devastadora.
O impacto da explosão foi significativo, afetando as estruturas vizinhas e provocando danos a veículos estacionados nas imediações. Durante as operações de rescaldo, o Esquadrão de Bombas do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar foi acionado e encontrou um corpo carbonizado sob os escombros. A vítima, um homem, é suspeita de estar envolvida no armazenamento ilegal dos fogos.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram uma densa coluna de fumaça e chamas altas, com moradores capturando o momento exato da explosão. Vídeos registrados por câmeras de segurança evidenciaram rajadas de fogos cruzando a Avenida Salim Farah Maluf. Relatos de moradores próximos mencionaram "clarões" e um estrondo ensurdecedor, descrevendo o impacto como algo que fez "treme tudo" ao redor.
Devido à intensidade das chamas e à força da explosão, as autoridades enfrentaram dificuldades para identificar rapidamente a origem do fogo. A Polícia Militar inicialmente considerou hipóteses como um balão que poderia ter caído ou danos em transformadores elétricos como possíveis causas do incidente.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar os acontecimentos relacionados à explosão, classificando o caso como "explosão, crime ambiental e lesão corporal" no 30º Distrito Policial do Tatuapé. Foi solicitada uma perícia no local e o Instituto Médico-Legal (IML) realizará o exame necroscópico da vítima. A SSP enfatizou a seriedade do ocorrido, alertando que o armazenamento ilegal de materiais explosivos representa um risco significativo à segurança pública. As autoridades estão comprometidas em esclarecer os fatos e responsabilizar todos os envolvidos na situação.
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