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aquecimento global

Calor extremo derrete pista de aeroporto no Reino Unido e voos são suspensos

Europa está sofrendo segunda onda de calor do mês de julho

Voos tiveram que ser realocados para outros aeroportos devido a danificação da pista pelo calor - imagem: Freepik
Voos tiveram que ser realocados para outros aeroportos devido a danificação da pista pelo calor - imagem: Freepik

Publicado em 18/07/2022, às 18h56 Fernanda Viana


Dois aeroportos em Londres, na Inglaterra, fecharam nesta segunda-feira (18) após altas temperaturas danificarem as pistas. Esse é o resultado de uma onda de calor que vem atingindo a Europa nas últimas semanas.

Segundo o aeroporto de Luton, pousos e decolagens foram temporariamente interrompidos para manutenção das pistas depois que "altas temperaturas da superfície fizeram com que uma pequena seção se levantasse".

O aeroporto ficou fechado por aproximadamente duas horas, reabrindo às 17h - 14h no horário de Brasília. Cerca de 14 voos foram desviados para outros aeroportos.

Na base aérea de Brize Norton, a cerca de 120 km de Londres, a Força Aérea Real confirmou que estavam usando aeródromos alternativos depois que o site de notícias Sky News informou que o tempo quente havia derretido a pista.

Ondas de calor

A Inglaterra, assim como toda Europa, está sofrendo a segunda onda de calor registrada em menos de um mês agora em julho. Na sexta-feira (15), o Met Office emitiu seu primeiro alerta vermelho para “calor extremo” devido às altas temperaturas.

Nesta segunda, a temperatura atingiu 38,1 graus em Santon Downham, em Suffolk, no leste da Inglaterra. Estima-se que a temperatura chegue aos 40º C pela primeira vez na terça-feira (19), superando o recorde de 2019, 38,7ºC.

Autoridades já exigiram o fechamento das escolas e pedem para que viagens de trem sejam evitadas nos próximos dias.

Em Portugal, as temperaturas já alcançaram os 47 graus e o país segue combatendo incêndios, assim como na Espanha, em que a temperatura já chegou aos 42 graus em regiões do norte do país.

Os cientistas consideram que a multiplicação das ondas de calor é uma consequência direta do aquecimento do planeta. As emissões de gases de efeito estufa seriam responsáveis pelo aumento de sua intensidade, duração e frequência.

Além disso, a Comissão Europeia indicou hoje que quase metade do território da União Europeia (UE) está "em risco" de seca pela falta prolongada de precipitações. 

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