
por Marcelo Emerson
Publicado em 14/03/2024, às 07h18
Bruce Dickinson está celebrando o sucesso do seu álbum novo, que alcançou o Top 10 das paradas da Alemanha, Suécia, Finlândia, Suíça, Itália, Bélgica, Holanda, França, Reino Unido, México e Brasil.
“The Mandrake Project” é um trabalho grandioso que envolve o referido álbum com 10 músicas autorais, 12 episódios em “comic books”, vídeos e a turnê mundial.
Este colunista participou da entrevista coletiva que o vocalista do Iron Maiden concedeu para a América Latina. Bruce explicou que o álbum e o “comic book” são independentes, mas possuem a mesma base criativa, “como duas árvores cujas raízes se encontram sob o solo”.
No aspecto musical, o disco traz uma riqueza de elementos que refletem as influências do cantor. É possível identificar hard rock, heavy metal e rock progressivo embalados não só por vocais, guitarra, baixo e bateria, mas também por violões, corais, orquestrações e percussões.
Considerando que o álbum representa parte de todo um conceito audiovisual, Bruce disse que a música tem um leque abrangente de sonoridades porque representa as diferentes histórias que compõem o conceito de todo o trabalho.
A turnê que promove o trabalho começa na América Latina e passa por São Paulo no dia 4 de maio próximo, com show na casa Vibra São Paulo.
Dickinson garante que o seu show é real, que não há “músicos como bonecos” nem recursos que ajudam a banda a manter o ritmo. É como uma jam nos anos 70. “São pessoas firmes ali tocando. Isso é realidade”. O vocalista disse que vai incluir pelo menos 4 músicas do disco novo no set list.
Em plena era digital, em que as massas são cada vez mais manipuladas por mentiras virtuais, é necessário celebrar um projeto como esse capitaneado por Bruce Dickinson. Embora ele tenha comparecido à CCXP, Bruce diz que é um “tipo meio estranho de geek, como um geek analógico”. Ele não curte e nem é muito ligado ao mundo digital. Por isso ele propõe aos fãs a experiência de sentar com fones de ouvido e ouvir o álbum do começo ao final, sem distraçpões, sem interrupções, para entender a história contada e absorver a experiência musical.
Conhecendo a personalidade forte de Bruce Dickinson, que neste momento não se rende aos modismos musicais, e vendo o sucesso do “The Mandrake Project” nas paradas de álbuns mundiais, lembro da frase de G. K. Chesterton: “Cada época é salva por um punhado de homens que têm a coragem de não serem atuais”.
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