A condição de duplo útero por si só é incomum, mas conceber uma gravidez utilizando ambos os úteros é extremamente raro

Lillia Soares Publicado em 15/11/2023, às 17h36
Aos 32 anos, Kelsey Hatcher, dos Estados Unidos, é portadora de uma condição rara, ela nasceucom dois úteros e está esperando bebêsem ambos. Em março, ela e o marido receberam a notícia de que seriam pais de gêmeas, sendo que cada uma está se desenvolvendo em um dos úteros da mãe.
Kelsey tem útero didelfo, uma condição decorrente de uma anomalia no desenvolvimento embrionário que ela identificou aos 17 anos. Segundo informações do portal Metrópoles, nessa condição, ela possui dois úteros, dois colos uterinos e um único canal vaginal, possibilitando a implantação de um óvulo em cada um dos órgãos reprodutores.
“Sei desde os 17 anos que tenho útero didelfo, o que significa que tenho dois úteros e dois colos do útero. Então, tenho um ovário preso a cada um deles. Sempre me disseram que, se conseguisse engravidar, provavelmente teria um bêbe prematuro ou um aborto espontâneo. No entanto, tenho 3 bebês e estou prestes a ter mais dois”, contou Kelsey, em publicação em suas redes sociais.
Os nascimentos estão programados para ocorrer no Natal, em 25 de dezembro. De acordo com o médico do casal, Richard Davis, a condição de duplo útero por si só é incomum, mas conceber uma gravidez utilizando ambos os úteros é extremamente raro, uma chance de uma em um milhão.
O médico explicou à imprensa local do Alabama que a excepcionalidade do caso é a razão pela qual não existem especialistas especializados nessa área.
O útero didelfo apresenta sintomas como desconforto durante a atividade sexual, dores menstruais e sangramento abundante. Esta condição pode aumentar o risco de abortos espontâneos e partos prematuros.
Acredita-se que cerca de 0,3% das mulheres possuam útero didelfo, sendo comumente identificado durante exames ginecológicos de rotina.
Essa anomalia pode resultar em infertilidade para algumas pacientes, uma vez que o útero didelfo geralmente apresenta dimensões menores, podendo limitar o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de aborto.
Os profissionais de saúde estão otimistas em relação ao parto das gêmeas, pois ambas as bebês têm se desenvolvido de maneira saudável. A atenção especial será dada ao acompanhamento das contrações de cada útero, já que as irmãs podem nascer com um intervalo que varia de horas a dias, e até mesmo semanas distintas.
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