O Diário selecionou uma lista de programas que quebram o preconceito e ensinam sobre a condição de maneira descontraída

Mateus Omena Publicado em 02/04/2023, às 15h00
Neste domingo (2), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data estabelecida em 2007 para conscientizar a sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, desse modo, combater a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas com a condição
Veja a seguir uma lista com 15 filmes e séries elaborada pelo Diário de S.Paulo, para incentivar a conscientização a respeito do autismo, de forma divertida:
Sam Dawson é um pai com deficiência intelectual que toma conta de sua filha Lucy com a ajuda de um grupo de amigos. Quando a menina faz sete anos e começa a ultrapassar seu pai intelectualmente, a situação chama a atenção de uma assistente social que quer que Lucy seja colocada em um orfanato.
Onde assistir: Apple TV+ e Amazon Prime Video
Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.
Onde assistir: Netflix, Amazon Prime Video, Paramount+ e Telecine
Charlie (Tom Cruise) descobre que seu irmão Raymond (Dustin Hoffman), cuja existência ele desconhecia, se torna o herdeiro de US$ 3 milhões após a morte de seu pai. Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entenderão o significado de serem irmãos.
Onde assistir: Amazon Prime Video
Uma mãe viaja para a Patagônia com seu filho autista na esperança de que um guarda florestal e um grupo de orcas selvagens possam ajudá-lo a encontrar uma conexão emocional.
Onde assistir: Netflix
Um pai descobre que seu filho é diferente das outras crianças da maneira mais incomum. Para mantê-los a salvo do julgamento, o pai o mantém fora de vista. Mas a habilidade do seu filho se torna pública e ele deve decidir se o esconde ou o aceita.
Onde assistir: Disney+
Em Tudo que Quero, Wendy (Dakota Fanning), uma jovem portadora de autismo, consegue driblar sua cuidadora e escapa com um único objetivo em mente: entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita sobre Star Trek.
Onde assistir: AppleTV+
Jovem autista luta para ter uma vida normal. Incentivada pelo professor, ela chega à universidade e usa sua sensibilidade e habilidade com os animais para criar uma técnica que revoluciona a indústria agropecuária dos Estados Unidos.
Onde assistir: HBO Max
Uma solitária garota australiana e um ancião judeu desenvolvem em Nova Iorque uma amizade por meio de cartas.
O sexto curta-metragem do programa "SparkShorts" da Pixar e se concentra em um garoto tagarela e uma garota autista não verbal aprendendo a se entender.
Onde assistir: Disney+
Uma jovem autista brilhante é contratada por um grande escritório de advocacia. Ela possui um QI alto e uma memória impressionante, mas tem dificuldade com interações cotidianas.
Onde assistir: Netflix
Um jovem médico com autismo vindo da calma vida do interior começa a trabalhar em um famoso hospital. Além dos desafios da profissão, Shaun Murphy precisa provar sua capacidade a seus colegas e superiores.
Onde assistir: Globoplay
Conheça o universo de crianças com transtornos do espectro do autismo. O documentário acompanha o dia a dia de crianças brasileiras de diferentes regiões e classes sociais.
Onde assistir: AppleTV+
Adultos autistas diagnosticados tardiamente falam com outro autista sobre como foi crescer sem o diagnóstico, como foi a busca por profissionais e sobre as adaptações feitas após descobrirem que são autistas.
Onde assistir: YouTube
Sam, um adolescente com traços de autismo, resolve arrumar uma namorada. Sua busca por independência coloca toda sua família em uma aventura de autodescoberta.
Onde assistir: Netflix
Encontrar o amor não é fácil. Para jovens com autismo, o mundo das relações amorosas pode ser ainda mais complicado.
Onde assistir: Netflix
Segundo informações do Ministério da Saúde, os transtornos do espectro autista são percebidos na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, eles se manifestam nos primeiros 5 anos de vida.
As pessoas afetadas pelos TEAs frequentemente têm condições comórbidas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. O nível intelectual varia muito de um caso para outro, variando de deterioração profunda a casos com altas habilidades cognitivas.
De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que dentre 214 milhões de habitantes no Brasil, cerca de 2 milhões são autistas.
Apesar de algumas pessoas com TEAs possam viver de forma independente, há outras com deficiências severas que precisam de atenção e apoio constante ao longo de suas vidas.
Especialistas apontam que as intervenções psicossociais baseadas em evidência, como terapia comportamental e programas de treinamento para pais, podem reduzir as dificuldades de comunicação e de comportamento social e ter um impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida de pessoas com TEAs e seus cuidadores.
O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que geralmente envolve médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores. O ideal é que a equipe de especialistas avalie e desenvolva um programa de intervenção personalizado, visto que nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.
As intervenções voltadas para pessoas com TEAs devem ser acompanhadas de atitudes e medidas amplas que garantam que os ambientes físicos e sociais sejam acessíveis, inclusivos e acolhedores.
Os sintomas para o autismo podem ser divididos em 3 grupos:
Por outro lado, especialistas afirma que o autismo não é uma doença, por é uma condição que não tem cura. Como cada caso é específico, é difícil determinar os limites e os potenciais de uma criança, mas o apoio da família e das pessoas que cercam esses indivíduos é fundamental para o seu desenvolvimento e inclusão.
Para estimular a conscientização a respeito, uma pesquisa recente prova que o autismo não é uma condição patológica a ser curada, mas sim uma forma legítima e valiosa de funcionamento neurológico.
O estudo foi desenvolvido pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que aborda o autismo como uma diversidade neurológica, com uma estrutura diferente de funcionamento de cognição, da maneira de se comunicar e de ser relacionar.
Os pesquisadores apontam que essa mudança de ponto de vista incentiva a sociedade à enxergar as potencialidades para inclusão e a se adaptar às diferenças.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Cristiano Ronaldo faz história e Portugal atropela o Uzbequistão na Copa do Mundo

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa

TSE manda apagar posts de integrantes do PT que relacionavam Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho

Ou você faz política ou você faz guerra

"Muito volátil", diz Trump; eleição no Brasil seria seu próximo grande desafio