O político questionou se a mudança não irá prejudicar o ensino estadual

Thais Bueno Publicado em 16/05/2023, às 14h04
Recentemente, o deputado estadual Rafa Zimbaldi (Cidadania-SP) decidiu solicitar um requerimento. Ele pede que Renato Feder, secretário de Estado da Educação, venha a público para dar mais detalhes sobre o processo de reorganização das escolas.
Para quem não soube, o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu início a um processo de reorganização dos colégios do estado após o fim do primeiro bimestre do ano letivo. Com a medida, mais de 300 salas de aula devem ser fechadas em diferentes instituições de ensino.
O requerimento feito pelo deputado estadual foi identificado como n° 210/2023. Ele decidiu perguntar mais sobre a medida visto que, segundo ele, existe uma grande possibilidade da qualidade do ensino entrar em um processo de decadência.
No documento, o parlamentar solicita uma relação das escolas e das séries atingidas pela reorganização proposta pela pasta da Educação. Além disso, o Governo do Estado de São Paulo também deve deixar claro se haverá necessidade de transferência de alunos e/ou de turnos escolares.
Zimbaldi destacou que o acompanhamento de todo o processo de reestruturação é fundamental. Isso porque, se feito de forma desordenada e sem cuidados, poderá culminar no fechamento de instituições inteiras de ensino, e não apenas de salas de aula.
"Considerando a preocupação dos pais de alunos e da comunidade escolar como um todo, queremos que todas as dúvidas acerca dessa mudança sejam esclarecidas. Uma mudança de classe, ou até mesmo de escola pode ser impactante para o estudante".
"E, mais: será que fechar salas de aula não vai lotar outras? Será que a qualidade do ensino não será afetado? Professores já reclamam, não de hoje, de superlotação. Enfim, é preciso que haja transparência para com a população quanto a este assunto", afirmou o deputado.
De acordo com informações do G1, somente 9 das 35 regiões do estado não devem ser atingidas pela ação. Dados revelados pela Secretaria da Educação revelaram que haverá um redimensionamento de 0,3% (312) do total de 104 mil salas. Este é um fator que gera preocupação no parlamentar:
"É a segunda vez em menos de nove anos que o Estado retoma esta discussão e tenta fechar salas de aula. Entendemos que o movimento segue as diretrizes de uma resolução de 2016, alterada em 2018, que estabelece que, se ao final de cada bimestre constatar-se o aumento ou a diminuição da demanda escolar, é passível o redimensionamento de classes".
"No entanto, como já falado, fechar salas de aula pode implicar também, além de superlotação, em sobrecarga de professores, mais estresse no trabalho do educador e dificuldade no aprendizado do aluno, além de uma série de outros problemas", finalizou o político.
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