
Renato Nalesso Publicado em 25/07/2022, às 08h21
As cifras envolvidas no futebolem negociações de jogadores sempre foram coisas que chamaram a atenção. Afinal como não se surpreender e ficar impactado com os cerca de R$ 1 bilhão (222 milhões de Euros) investidos pelo PSG na contratação do brasileiro Neymar em 2017? Para se ter uma base de comparação, duas décadas antes disso, outro craque do nosso País, o Ronaldo – que viria a ser o Fenômeno – foi negociado do Barcelona da Espanha para a Internazionale por aparentemente modestos 28 milhões de Euros.
Entretanto, levando em conta fatores como a inflação, um estudo realizado pela Play Ratings (plataforma de análise econômica) mostrou que aqueles 28 milhões de euros, equivaleriam hoje a nada menos do que 435 milhões de euros, quase o dobro do preço de Neymar. Ou seja, a grana injetada no esporte sempre foi monstruosa e não é de hoje. Mas será que esse ‘boom’ pode estar com os dias contados?
Em grave crise financeira, o Barcelonadeve tomar uma medida drástica para a próxima temporada. Segundo o jornal Mundo Deportivo, o clube catalão irá reduzir a folha salarial na metade. A decisão foi tomada pela diretoria visando entrar nos conformes do teto salarial de LaLiga. Caso contrário, encontraria problemas na hora de inscrever os reforços na competição. Quem imaginava que isso poderia acontecer um dia? Um monte de ídolo deve ser obrigado a rescindir, casos de Piqué e Busquets.
Outro ponto curioso é o fato de Cristiano Ronaldo e Neymar, que ainda vivem sob contrato de seus clubes Manchester United e PSG, respectivamente, estarem loucos para trocar de times mas não conseguem porque ninguém quer. Isso mesmo! Mas a análise é baseada no custo-benefício. CR7 é muito velho para o alto investimento. Já o craque da nossa Seleção tem o filme queimado pela vida desregrada das últimas temporadas em Paris.
Pelo visto ninguém mais quer rasgar dinheiro. Nem mesmo dirigente de futebol que sempre foi especialista nessa ‘arte’.
Altos e baixos do Mito
Que o Rogério Ceni é um bom treinador, isso pouca gente consegue discutir. Em pouco tempo de carreira já colecionou muitos títulos por Fortaleza e Flamengo. Desde o segundo semestre de 2021 vem tentando conquistar o seu primeiro troféu de verdade (Florida Cup não vale, vai!) pelo São Paulo, clube que o consagrou como mito no futebol. Mas é incrível a instabilidade de apresentações. Poxa vida! Não dá para acreditar que o mesmo Tricolor que sofreu esse empate no final para o Goiás, é o mesmo que vem fazendo uma campanha sensacional na Copa Sul-Americana. Ou aquele que lutou para eliminar o arquirrival Palmeiras na Copa do Brasil. Na minha visão vem faltando algo nesse time que é muito mais que simplesmente qualidade técnica de jogador. Falta um certo domínio tático durante as partidas e isso é responsabilidade do comandante.

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