
Redação Publicado em 15/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 09h12
Dr. Fábio Pagnozzi
Há algumas décadas, para se fazer uma transação bancária, era preciso ir pessoalmente a uma agência bancária, enfrentar filas e muita burocracia. E mesmo com o avanço da tecnologia, os bancos começaram avançar bem devagar neste tema, essa postura criou um grande vácuo para a criação de bancos digitais.
Com o advento de novas tecnologias, modelos mais ágeis de trabalho, pouca burocracia e sem filas, os neobanks conquistaram uma fatia expressiva do mercado brasileiro. Tanto é que somos os maiores usuários de bancos digitais do mundo. O sucesso advém também pelas ofertas de tarifas mais baixas, ou zero na maioria dos casos, cartões de crédito sem anuidade, empréstimos e até mesmo seguros, tudo isso na palma da sua mão.
Um dos benefícios que merece destaque, por sua vez, é o atendimento 3.0. Esse modelo mostrou que o serviço dos bancos tradicionais era mais lento e burocrático. Hoje, os consumidores já estão adaptados a um atendimento todo feito online, por meio de um aplicativo e com a tecnologia a seu favor. É quase que inviável pensar em precisar ligar para uma central de atendimento para solicitar aumento de limite do cartão, consultar um extrato de fatura ou até mesmo operações de rendimento e investimento. Tudo está na palma da mão e pode ser feito em alguns cliques.
A realidade é que banco não é necessário. Os serviços financeiros, sim, são essenciais. Esses estabelecimentos precisam se adequar e se atualizar, entendendo que perder tempo é o mesmo que perder dinheiro – e ninguém está mais disposto a isso.
Hoje, a competição está ligada à modernização e agilidade dos processos para os clientes, seja pessoa física, seja jurídica. A tecnologia proporcionou dar escalabilidade a modelos de negócios que antes não eram possíveis de serem realizados. Viabilização de integrações e desenvolvimentos rápidos de acordo com as necessidades dos consumidores é quase que diária. Atualmente, eles fazem parte do processo evolutivo dos sistemas, processos e modelos de negócio, ditando a velocidade e, muitas vezes, norteando a direção para novas funcionalidades, adaptações ou desenvolvimento de produtos.
Dr. Fábio Pagnozzi, advogado Criminalista

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