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O que você diria na ONU se fosse o Bolsonaro?

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O que você diria na ONU se fosse o Bolsonaro?

Por Reinaldo Polito

O que você diria na ONU se fosse o Bolsonaro?

 

Se você concordou com o discurso feito pelo Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU, talvez pudesse acrescentar um ponto ou outro na mensagem, mas nenhuma alteração tão radical, já que gostou do que ele falou e da maneira como se expressou.

Se, entretanto, você é daqueles que não gostaram do discurso, mais até, detestou, seria interessante saber que informações não foram adequadas, e o que ele deveria ter feito para se apresentar com melhor desempenho. Ou seja, como o presidente do seu país deveria ter agido para que você se sentisse mais bem representado.

Considero esse um exercício maravilhoso. Assim que nos colocamos no lugar daquele que estamos criticando, precisamos decidir que atitudes tomaríamos se estivéssemos lá cumprindo o mesmo papel. Nós nos obrigamos a olhar por lentes distintas daquelas que costumamos usar.

Para início de conversa, vamos tentar estabelecer que tipo de mensagem um chefe de estado deveria transmitir em um evento dessa natureza. Você deve saber também que um presidente não escreve o discurso que irá proferir, pois conta com pessoas muito competentes para essa tarefa. Como a responsabilidade final é dele, talvez interfira apenas em um ou outro aspecto para que tudo fique do seu jeito.

Acho que todos nós concordamos que a primeira preocupação seria a de selecionar as informações que pudessem projetar bem a imagem do país. Ninguém imagina que o presidente fizesse um discurso para criticar a própria nação que dirige.

Como há muita competição entre os diversos países, especialmente na luta pela conquista dos mercados para os quais vendem seus produtos, se, por acaso, um ou outro, por interesse, tivesse tentado desqualificar a nossa imagem, essa seria uma boa oportunidade para refutar, sem agressividade, esses ataques infundados. Alinhados até aqui?

Outro item que entraria na mensagem seria como tranquilizar a comunidade internacional a respeito da saúde econômico/financeira do seu país. Cairia bem ainda apresentar as decisões que foram tomadas para superar os desafios que surgiram nessa tão conturbada época de pandemia. Ah, e não há espaço para inverdades, caso contrário perderia a credibilidade. Continuamos juntos?

Se observarmos bem, praticamente todos os que falam na tribuna da ONU aproveitam pelo menos uma pequena parte do discurso para enviar algumas mensagens ao seu próprio país. Desde que não seja nada exagerado, até faz parte da tradição.

Estabelecidas essas premissas, vamos analisar quais foram as falhas de Bolsonaro, e tentar entender os motivos pelos quais você não gostou do desempenho dele. Embora tivesse o tempo de 20 minutos para falar, o presidente consumiu apenas 12 para transmitir o que desejava. Não acredito que algum chefe de estado tenha ficado chateado pelo fato de o presidente brasileiro encurtar sua fala em oito minutos.

Como sempre tem gente de olho gordo em cima da Amazônia, deixou claro que ela é nossa. Esclareceu que preservamos mais que todos os países: 2/3 da vegetação nativa e 84% da floresta Amazônica nunca foi tocada. Aproveitou para avisar àqueles que vivem atacando o governo por causa dos índios que eles possuem uma área superior ao território dos alemães e franceses juntos. Com apenas oito por cento do nosso território cultivado, de cada cinco pessoas no mundo, uma é alimentada pelos nossos produtos. Somos o terceiro país que mais vacinou. Já vacinamos quase 90% da população adulta. Cerca de 80% dos índios também já receberam a vacina. Criamos um milhão e oitocentos mil novos empregos. Cresceremos 5,2% ainda este ano. Concedemos auxílio emergencial para 68 milhões de pessoas, em valores atualizados, 800 dólares.

Esses foram os pontos mais relevantes do seu discurso. Poderíamos acrescentar o fato de estarmos há quase três anos sem corrupção no governo e a disposição para concedermos vistos aos cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos.

Embora não seja um craque no uso do teleprompter, melhorou muito desde que começou a usar esse aparelho para ler os discursos. Consegue fazer pausas mais expressivas e mantém bom sincronismo entre a leitura do texto e a comunicação visual com a plateia.

Penso que esses dados ajudam a fazer uma boa avaliação do discurso de Bolsonaro na ONU. O que poderia ser mudado? Que tipo de informação deveria ser acrescentada para melhorar ainda mais a imagem do nosso país, atrair investimentos e motivar os nossos parceiros comerciais? Retire dessa relação o que ele não deveria ter falado e acrescente os pontos que precisariam ser incluídos.

Quem sabe na próxima Assembleia Geral da ONU essas modificações sejam providenciadas. Siga pelo Instagram @polito

 

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*Reinaldo Polito é Mestre em Ciências da Comunicação e professor de oratória nos cursos de pós-graduação em Marketing Político, Gestão Corporativa e Gestão de Comunicação e Marketing na ECA-USP. Escreveu 34 livros com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos em 39 países. Siga no Instagram @polito pelo facebook.com/reinaldopolito pergunte no contatos@polito.com.br

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