Deputada federal denuncia perfis nas redes sociais por publicações consideradas criminosas após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Caso reacende debate sobre misoginia, crimes digitais e responsabilidade das plataformas.

Ana Beatriz Publicado em 18/06/2026, às 15h46
A deputada federal Erika Hilton acionou a Polícia Federal para investigar comentários ofensivos e criminosos nas redes sociais após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que ocorreu durante uma atividade de rope jump em Limeira, São Paulo.
Hilton destacou que os comentários, que incluem referências a violência sexual e necrofilia, são exemplos de misoginia e apologia à violência, além de criticar a falta de moderação das plataformas digitais que permitem a disseminação desse tipo de conteúdo.
No pedido à Polícia Federal, a deputada solicita a identificação dos responsáveis pelas postagens e investigações sobre as circunstâncias do acidente que resultou na morte da jovem, que ocorreu devido a falhas na segurança durante a atividade esportiva.
A deputada federal Erika Hilton anunciou que acionou a Polícia Federal para investigar perfis de redes sociais que publicaram comentários com referências a estupro, necrofilia e vilipêndio de cadáver após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu no último sábado durante uma atividade de rope jump realizada em Limeira, no interior de São Paulo.
Segundo a parlamentar, diversos usuários passaram a publicar mensagens consideradas criminosas logo após a divulgação da morte da jovem. Entre os comentários reunidos pela deputada está uma publicação que fazia referência a uma suposta "festa no IML", em uma alusão à prática de violência sexual contra o corpo da vítima.

Em manifestação divulgada nas redes sociais, Erika Hilton classificou o conteúdo como "tenebroso" e afirmou que os comentários ultrapassam qualquer limite da liberdade de expressão, podendo configurar crimes previstos na legislação brasileira. A deputada argumenta que as mensagens representam casos de misoginia, apologia à violência sexual e vilipêndio de cadáver, além de contribuírem para a normalização de práticas criminosas no ambiente digital.
A parlamentar também criticou a atuação das plataformas digitais diante da permanência das publicações. Segundo ela, mesmo após denúncias feitas por usuários, parte dos comentários continuava disponível nas redes sociais. Erika afirmou que a falta de moderação adequada por parte das big techs favorece a disseminação de conteúdos violentos e degradantes contra mulheres.
No pedido encaminhado à Polícia Federal, a deputada solicita a identificação dos responsáveis pelas postagens e a adoção das medidas cabíveis para eventual responsabilização criminal dos autores. A justificativa apresentada é que os fatos ocorreram em ambiente digital e podem envolver crimes cuja investigação demanda cooperação técnica para rastreamento dos perfis envolvidos.
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Maria Eduarda durante uma atividade de rope jump realizada na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira. De acordo com relatos colhidos pela Polícia Militar e divulgados por autoridades locais, a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao equipamento.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento do salto e os gritos de pessoas presentes ao perceberem que a vítima não estava presa à corda de segurança. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
As circunstâncias do acidente seguem sob investigação. Autoridades apuram possíveis falhas operacionais na condução da atividade e a regularidade do funcionamento do grupo responsável pelo salto. Informações divulgadas após o acidente indicam que a estrutura utilizada não possuía autorização para a realização da prática esportiva no local.
A morte de Maria Eduarda provocou forte comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre segurança em atividades radicais, responsabilidade dos organizadores e a crescente circulação de discursos de ódio e violência contra mulheres no ambiente digital.
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