Estado registra seis infecções e três óbitos em 2026; autoridades alertam para baixa cobertura vacinal entre vítimas

Letícia Sales Publicado em 23/04/2026, às 13h30
O estado de São Paulo confirmou, nesta semana, o sexto caso de febre amarela em 2026, além da terceira morte provocada pela doença. A atualização foi divulgada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica e acendeu um novo alerta das autoridades de saúde sobre a importância da vacinação.
Os casos mais recentes foram registrados em diferentes regiões do estado. No Vale do Paraíba, na cidade de Lagoinha, dois homens, de 53 e 56 anos, contraíram a doença e morreram. Já em Araçariguama, um homem de 43 anos também foi infectado, mas conseguiu se recuperar.
De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, todas as pessoas infectadas neste ano não haviam sido vacinadas, o que reforça a preocupação com a cobertura vacinal. A pasta destaca que a imunização é a forma mais eficaz de evitar complicações graves e mortes.
A vacinação é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. É fundamental que a população verifique a situação vacinal, especialmente antes de viagens para áreas de risco, garantindo a proteção adequada”, informou a Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.
A vacina faz parte do calendário básico de imunização e é indicada para crianças a partir de 9 meses, com reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não receberam a dose também devem se vacinar. Quem foi imunizado com dose fracionada em campanhas anteriores precisa verificar se há necessidade de atualização.
Desde 2019, a recomendação é que toda a população do estado esteja protegida. Para quem pretende viajar a áreas com risco de transmissão, a orientação é tomar a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência.
Além das ações de prevenção, o governo estadual também investe na capacitação de profissionais de saúde. Nesta sexta-feira (24), será realizado um seminário online voltado ao diagnóstico diferencial entre febre amarela e dengue, doenças que podem apresentar sintomas semelhantes.
A SES-SP afirma que segue monitorando o cenário epidemiológico e reforça a importância de comunicar imediatamente qualquer caso suspeito, como forma de agilizar a resposta e conter a disseminação do vírus.
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