Dois diagnósticos foram registrados na região e outras oito suspeitas seguem em investigação; estado de São Paulo já contabiliza 65 ocorrências neste ano.

Ana Beatriz Publicado em 07/03/2026, às 13h06
O Grande ABC confirmou os primeiros casos de Mpox em 2026, com um registro em Santo André e outro em Mauá, sem mortes até o momento. A situação levanta preocupações sobre a propagação da doença na região.
Os pacientes diagnosticados têm idades entre 15 e 19 anos e 40 e 44 anos, enquanto outras oito notificações estão sob investigação. No estado de São Paulo, 65 casos foram registrados nos primeiros meses do ano.
As autoridades de saúde estão monitorando a situação e recomendam que a população busque atendimento médico em caso de sintomas. Medidas de vigilância e orientação estão sendo reforçadas para evitar a disseminação da doença.
O Grande ABC registrou os primeiros casos de Mpox em 2026. As confirmações ocorreram nas cidades de Santo André e Mauá, com um caso em cada município, de acordo com dados atualizados nesta sexta-feira (6) no painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
Segundo o levantamento, os pacientes diagnosticados são um homem entre 40 e 44 anos e uma jovem com idade entre 15 e 19 anos. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença na região.
Além das confirmações, autoridades sanitárias acompanham outras oito notificações consideradas suspeitas. Ao todo, 13 casos que estavam sob investigação já foram descartados após análise clínica e laboratorial.
A Prefeitura de Santo André informou que monitora quatro suspeitas da doença no município. Já Diadema e Ribeirão Pires comunicaram que descartaram quatro e um caso, respectivamente. As demais cidades do Grande ABC não divulgaram atualização sobre eventuais notificações.
Situação no estado
No estado de São Paulo, os dados mais recentes indicam que 65 casos de Mpox foram registrados nos primeiros meses de 2026. A doença é causada por um vírus da mesma família da varíola e pode provocar sintomas como febre, dores no corpo, aumento de gânglios e lesões na pele.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções ou objetos contaminados, além de contato físico prolongado com pessoas infectadas. As autoridades de saúde reforçam que a doença tem, na maioria dos casos, evolução benigna, mas requer acompanhamento médico e medidas de isolamento para evitar a disseminação.
Monitoramento e orientação
Secretarias municipais de saúde da região afirmam que mantêm vigilância ativa para identificar novos casos e orientar a população sobre sinais e sintomas da doença. A recomendação é procurar atendimento médico em unidades de saúde caso surjam lesões cutâneas suspeitas, especialmente se acompanhadas de febre ou mal-estar.
Especialistas destacam que a identificação precoce e o isolamento adequado dos casos são fundamentais para reduzir a transmissão e evitar surtos maiores.
As autoridades seguem monitorando a situação epidemiológica no Grande ABC e no restante do estado.
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