Profissionais dizem que o abraço deixa as pessoas mais felizes, traz conforto e segurança. Pensando nisso, dois hospitais de Curitiba resolveram devolver aos

Redação Publicado em 15/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h42
Profissionais dizem que o abraço deixa as pessoas mais felizes, traz conforto e segurança. Pensando nisso, dois hospitais de Curitiba resolveram devolver aos profissionais, que enfrentam a pandemia há mais de um ano, a sensação de abraçar os colegas de trabalho.
Comemorando a semana da enfermagem, os hospitais Marcelino Champagnat e Cajuru instalaram “cortinas de abraços”, onde os profissionais puderam transmitir aquela energia que só um abraço traz.
Montadas com PVC, as “cortinas” foram adaptadas com os espaços para colocar os braços. Para manter o cuidado, o material passou por higienização todas as vezes em que foi usado.
Foi através destas “cortinas” que Córdola Hinz, técnica de enfermagem que atua há 31 anos no Cajuru, pode receber homenagem das colegas de trabalho.
“Não esperava que se lembrassem de mim”, disse.
Córdola disse que há mais de um ano não sentia direito a emoção do abraço.
“Tem que ter o máximo de cuidado. Eu vou para a casa de ônibus, então tomo ainda mais cuidados de higiene. Poder abraçar alguém foi uma inteligência. Esquentou um pouco o coração”.

Vanessa abraçou Córdola para agradecer por inspiração profissional. — Foto: Divulgação
Vanessa Ramos, coordenadora de enfermagem dos leitos clínicos do Marcelino Champagnat, contou que quando iniciou a vida profissional, ainda como técnica de enfermagem no Hospital Cajuru, se inspirou em Córdola.
“Ela é uma pessoa incrível, uma pessoa que eu admiro muito. Mas não podia abraça-la para agradecer tudo que ela representa para mim”.
Dias atrás, Vanessa disse que esteve muito próxima de Córdola, no vestiário, mas a sensação de não poder abraçá-la foi triste. Por isso, a primeira pessoa que pensou em abraçar foi ela quando soube da cortina especial.
“É um sentimento único. O abraço é o carinho, é sentir a pessoa do lado. Não tem preço. Poder estar perto de quem a gente gosta é fora do normal, a gente precisa disso”.

Profissionais puderam se abraçar e trazer conforto pelo momento difícil. — Foto: Divulgação
A enfermeira Marli Kolling, que trabalha no Marcelino Champagnat, disse já ter ouvido de familiares de pacientes o quanto o abraço é importante e faz falta.
“As famílias sempre dizem que o abraço é mais importante do que uma palavra. É aquela coisa do calor humano, de dar uma proteção. Por isso digo que um abraço é maravilhoso e muito importante”.
Marli disse que, ao longo deste ano, tem sentido falta de encontrar as pessoas, de ver o sorriso dos amigos e familiares, mas principalmente de abraçar quem ama.
“Acho que o abraço é uma das coisas que a gente mais sente falta. Hoje a gente só sorri com os olhos e aglomeração também faz falta, mas o abraço é um sentimento único”.

Córdola recebeu homenagens dos colegas de trabalho. — Foto: Divulgação
A psicóloga Rosane Melo Rodrigues, do Hospital Marcelino Champagnat, disse que a ação foi pensada para trazer conforto aos profissionais. Segundo ela, o abraço é uma terapia.
“E uma terapia forte. Acalma, é medicinal. Se pararmos para pensar, o abraço é extremamente efetivo e ajuda na cura de doenças, ajuda a curar depressão, ansiedade, pode ajudar na memória também”.
Rosane disse que a ideia foi mostrar para as pessoas que, embora estejam distantes pelo momento, isso vai passar.
“Trazer mesmo um sentimento de amor, carinho, muito afeto. Isso tudo que faz com que as pessoas se sintam mais amadas, seguras e felizes”.
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Fonte: G1 – Globo.
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