Governador de São Paulo defendeu renovação no cenário nacional e disse que está na hora de políticos antigos “largarem o osso”

Lívia Gennari Publicado em 25/04/2026, às 16h59
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez duras críticas ao que chamou de “lideranças envelhecidas” durante evento realizado neste sábado (25), em Monteiro Lobato, no interior paulista. Sem mencionar nomes em um primeiro momento, ele afirmou que parte da classe política resiste à renovação e impede avanços no país.
Durante o discurso, Tarcísio disse que o poder é passageiro e que figuras públicas precisam reconhecer o momento de abrir espaço para novas gerações. Segundo ele, a lentidão na substituição de lideranças é um dos principais entraves da política brasileira.
O poder vai passar e tem que passar mesmo. A gente precisa de renovação. Um dos problemas no Brasil é o processo de substituição lenta da política”, afirmou.
Questionado depois sobre quem estava citando, o governador afirmou que se referia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, além de outros nomes da política nacional. Para Tarcísio, essas lideranças já tiveram oportunidade de contribuir e deveriam ceder espaço.
“Não só ele, mas outras lideranças envelhecidas do Brasil, que já tiveram oportunidade de contribuir e está na hora de deixar espaço para gente mais arejada, com outra cabeça, mais conectada ao Brasil. Essa turma não tem mais que contribuir, está na hora de largar o osso”, disse.
Tarcísio também afirmou que políticos afastados das transformações atuais acabam comprometendo o desenvolvimento do país. Segundo ele, novas gerações chegam mais preparadas para lidar com os desafios contemporâneos.
“Tem hora que a gente tem que parar. Porque vem gente mais nova, vem gente mais competente, vem gente mais atualizada”, afirmou.
No cenário eleitoral de 2026, Lula deve buscar a reeleição e tem como um dos principais adversários o senador Flávio Bolsonaro (PL), nome que deverá contar com o apoio de Tarcísio. O governador paulista chegou a ser cogitado como possível candidato ao Planalto, mas acabou fora dos planos após a indicação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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