A PEC visa proibir a posse e o porte de qualquer tipo de droga, independentemente de sua quantidade

Ana Rodrigues Publicado em 16/04/2024, às 09h42
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que proíbe a posse e o porte de qualquer tipo de droga, independentemente da quantidade, será votada em primeiro turno no plenário do Senado nesta terça-feira (16).
De acordo com a CNN, o relator da proposta, o senador Efraim Filho (União-PB), acredita que o texto repetirá o desempenho que teve na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): ser aprovado "com uma ampla maioria".
Na última segunda-feira (15), Efraim participou da sessão temática sobre a PEC. Foram ouvidos especialistas favoráveis e contrários à proposta.
Acho que o número que nós temos é o da CCJ, foram 23 a 4. A CCJ tem 1/3 dos senadores, são 27, então já é uma amostra bem significativa. A gente espera que essa ampla maioria se repita no Plenário do Senado Federal, assim como foi na CCJ".
A PEC das drogas cita que será considerado crime "a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins, sem autorização ou em desacordo com determinação legal, ou regulamentar".
O texto passou por cinco sessões de discussão antes da análise em primeiro turno pelo plenário do Senado. A expectativa dos senadores é que o segundo turno ocorra entre o fim de abril e o início de maio.
Para ser aprovada, serão necessários votos favoráveis de dois terços dos 81 senadores, ou seja, 49 votos em dois turnos.
Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, disse na última segunda-feira (15), que ainda não sabe como a base governista deve orientar as bancadas na votação.
Esse tipo de matéria - que são matérias, eu diria, de consciência - nem sempre você consegue fazer uma orientação, porque não adianta orientar se a maioria dos partidos, individualmente, orienta ao contrário. Eu não sei como cada um irá votar. Eu só espero que a votação não se transforme em um debate árido e rasteiro, disso contra aquilo, porque não é disso que se trata", falou o líder.
A votação acontecerá em meio a um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou a possibilidade de descriminalizar o porte de maconha. Em março, o STF suspendeu o julgamento que trata da descriminalização do porte de maconha para consumo próprio.
O ministro Dias Toffoli pediu vista, ou seja, mais tempo para análise. Ele pode ficar com o processo por até 90 dias. Ainda não tem uma data para o caso ser retomado.
Até o momento, o placar está em 5 a 3, para a descriminalização do porte da maconha para consumo próprio. Pela inconstitucionalidade de enquadrar como crime o porte de maconha para uso pessoal votaram os ministros: Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber (já aposentada).
Já os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques divergiram e votaram para manter como crime a posse de maconha para uso pessoal.
Ainda faltam os votos de Toffoli e dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo