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Busca por armas

PF cumpre mandado e faz buscas por armas na casa de Bolsonaro em Brasília

Defesa afirma que nada foi encontrado durante a ação, autorizada por Alexandre de Moraes; episódio ocorre em meio a impasse sobre a entrega de armamento do ex-presidente ao STF

Comando do Batalhão de Polícia do Exército informa que não possui todas as armas mencionadas na defesa de Bolsonaro - Imagem: Reprodução/Ton Molina/STF
Comando do Batalhão de Polícia do Exército informa que não possui todas as armas mencionadas na defesa de Bolsonaro - Imagem: Reprodução/Ton Molina/STF

Letícia Sales Publicado em 08/07/2026, às 09h48


A Polícia Federal realizou buscas por armas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, segundo confirmou a defesa do ex-presidente. O mandado autorizava a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, de acordo com os advogados, nenhum item foi localizado durante a ação.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e confirmada pela Polícia Federal minutos após a informação divulgada pela defesa, sem que os investigadores dessem detalhes adicionais sobre o procedimento. Segundo interlocutores da corporação, as buscas foram rápidas e duraram menos de uma hora.

Prisão domiciliar por razões humanitárias

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, medida autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogada, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

Armas no centro de decisão recente do STF

Em 3 de julho, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias, decisão tomada em meio à análise de episódios envolvendo o cumprimento das medidas impostas — entre eles, a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz, em 16 de junho.

Na mesma decisão, o ministro determinou a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro, além da apreensão imediata de todas as armas de fogo vinculadas a ele. Moraes afirmou que a atual condição do ex-presidente é incompatível com a posse de armamentos e detalhou quais itens deveriam ser entregues.

Impasse sobre o paradeiro das armas

Em resposta ao STF, a defesa de Bolsonaro informou que, das dez armas mencionadas na primeira decisão de Moraes, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto as outras oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Diante dessa informação, Moraes determinou que o próprio Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal em até 48 horas, além de exigir que a PF confirmasse a guarda das duas armas entregues anteriormente. No último domingo (6), no entanto, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa — segundo os militares, apenas seis delas foram efetivamente entregues à Polícia Federal.


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