Diário de São Paulo
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Copa de 2026 vira palco de despedidas para gigantes do futebol mundial

Neymar, Vini Jr., Cristiano Ronaldo, Modric, Neuer e outros astros já deram adeus ao Mundial em uma edição marcada por eliminações pesadas, fim de ciclos e frustrações de seleções tradicionais.

A queda brasileira se soma às despedidas de outros grandes nomes do futebol mundial nesta edição - Imagem: Reprodução
A queda brasileira se soma às despedidas de outros grandes nomes do futebol mundial nesta edição - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 08/07/2026, às 09h35


A Copa do Mundo de 2026, marcada por uma ampliação do torneio para 48 seleções, já testemunhou a eliminação de grandes nomes do futebol, incluindo o Brasil, que caiu nas oitavas de final para a Noruega, adiando seu sonho de conquistar o hexacampeonato.

A derrota do Brasil representa a pior campanha desde 1990 e um jejum de 28 anos sem títulos, enquanto veteranos como Luka Modric, Cristiano Ronaldo e Manuel Neuer também se despedem do torneio, simbolizando o fim de uma era no futebol mundial.

Após as eliminações, jogadores como Vinícius Júnior expressaram seu desejo de continuar representando a Seleção, enquanto a Copa de 2026 se destaca como um evento de transição, onde a tradição não garante mais a sobrevivência nas fases decisivas.

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem chegou à final, mas já carrega uma lista pesada de despedidas. A primeira edição do torneio com 48 seleções e 104 partidas aumentou o tamanho da competição, mas também ampliou o impacto das quedas precoces. Em poucos dias de mata-mata, nomes históricos do futebol mundial deixaram o torneio, alguns apenas desta edição, outros possivelmente de forma definitiva em Copas do Mundo.

Entre os brasileiros, a eliminação mais dolorosa veio nas oitavas de final. O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1, em Nova Jersey, e viu o sonho do hexa ser adiado mais uma vez. Haaland decidiu o confronto com dois gols no segundo tempo, enquanto Neymar diminuiu de pênalti nos acréscimos, quando já era tarde para evitar a queda da Seleção.

A derrota ampliou o jejum brasileiro em Copas. Sem conquistar o Mundial desde 2002, a Seleção chegará a 2030 com pelo menos 28 anos sem levantar a taça. O tropeço também representou a pior campanha do Brasil desde 1990, quando o time caiu nas oitavas de final contra a Argentina.

Neymar e Vinícius Júnior simbolizaram duas faces diferentes da frustração brasileira. Vini disputou os cinco jogos da campanha e foi apontado como um dos principais nomes do Brasil no torneio. Já Neymar chegou à Copa ainda cercado por dúvidas físicas, atuou pouco e terminou a participação com 37 minutos em campo, segundo levantamento do Terra.

Após a eliminação, Vini Jr. pediu desculpas à torcida e afirmou que não desistirá de recolocar o Brasil no topo. A declaração reforçou o peso emocional da queda, mas também indicou que, para o camisa 7, o ciclo da Seleção ainda está aberto.

Entre os veteranos, a despedida mais simbólica foi a de Luka Modric. Aos 40 anos, o craque croata deixou a Copa após a derrota da Croácia para Portugal na fase de 16 avos de final. O meia encerrou sua trajetória em Mundiais sem o título, mas com uma história marcada pelo vice-campeonato em 2018 e pela campanha até as semifinais em 2022. Na edição de 2026, participou dos quatro jogos da Croácia e deu uma assistência.

Cristiano Ronaldo também viveu uma noite de adeus. Portugal perdeu para a Espanha por 1 a 0, com gol de Mikel Merino nos acréscimos, e caiu nas oitavas de final. Aos 41 anos, o camisa 7 encerrou sua sexta Copa do Mundo com três gols em cinco partidas. Embora ainda não tenha confirmado aposentadoria da seleção, a tendência é que 2026 tenha sido sua última participação no torneio.

Outro nome histórico a deixar o Mundial foi Manuel Neuer. O goleiro alemão, também aos 40 anos, viu a Alemanha ser eliminada pelo Paraguai nos pênaltis. Segundo a CNN Brasil, a partida marcou sua última atuação pela seleção alemã. Neuer já havia anunciado aposentadoria internacional em 2024, mas retornou para disputar a Copa de 2026 como titular.

A lista de astros eliminados também inclui Federico Valverde, capitão do Uruguai, que caiu ainda na fase de grupos. O meio-campista assumiu publicamente a responsabilidade pelo fracasso uruguaio, em uma campanha considerada decepcionante para uma seleção tradicional e bicampeã mundial.

Virgil van Dijk também se despediu mais cedo do que esperava. Capitão da Holanda, o zagueiro caiu diante de Marrocos na fase de 16 avos de final, em uma eliminação nos pênaltis. Apesar de ter contribuído ofensivamente na fase de grupos, com gol e assistência, não conseguiu evitar a queda holandesa no primeiro mata-mata.

A Suécia de Viktor Gyökeres parou diante da França. O atacante, conhecido pela comemoração com máscara, iniciou o Mundial em alta, com gol e duas assistências na goleada sueca sobre a Tunísia, mas não conseguiu levar sua seleção mais longe. A França venceu o confronto eliminatório e avançou, enquanto Gyökeres entrou na lista de estrelas que deixaram a competição antes do esperado.

Sadio Mané e Senegal protagonizaram uma das quedas mais dramáticas da Copa. A seleção africana chegou a abrir 2 a 0 contra a Bélgica, mas sofreu a virada por 3 a 2 na prorrogação. O gol decisivo saiu em cobrança de pênalti nos instantes finais, em um jogo marcado por reação belga, polêmica e frustração senegalesa.

As despedidas ajudam a desenhar uma Copa de transição. De um lado, veteranos como Modric, Cristiano Ronaldo e Neuer deixam o palco em clima de fim de ciclo. De outro, nomes ainda em idade competitiva, como Vini Jr., Valverde, Van Dijk e Gyökeres, carregam a frustração de campanhas que terminaram abaixo da expectativa.

A Copa de 2026 ainda reserva decisões importantes, mas já entrou para a história como um torneio de rupturas. Para alguns craques, foi apenas uma eliminação. Para outros, foi o último capítulo em Mundiais. Em todos os casos, o mata-mata deixou claro que tradição, camisa pesada e nome consagrado não garantem sobrevivência em uma Copa cada vez mais imprevisível.


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