Advogados informam ao STF que armamento nunca foi retirado da fabricante em Caxias do Sul. Exército entregou seis armas à Polícia Federal, mas uma pistola Glock continua sem explicação.

Redação Publicado em 07/07/2026, às 09h28
A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que uma espingarda calibre 12, que deveria ser entregue à Polícia Federal, permanece em uma empresa no Rio Grande do Sul, o que impede sua apresentação às autoridades. Essa situação surge após o Exército localizar apenas seis das armas registradas em nome do ex-presidente.
A espingarda foi recebida como presente e nunca foi retirada da empresa Maragato BR Importações, segundo os advogados, que alegam que isso justifica a impossibilidade de entrega imediata. No entanto, não houve explicação sobre o paradeiro de uma pistola Glock calibre 9 mm, que também está ausente.
A determinação para a entrega das armas foi feita por Alexandre de Moraes em meio a investigações sobre o armamento de Bolsonaro, após uma arma ser apreendida em uma abordagem policial. O STF agora analisa as informações da defesa e aguarda esclarecimentos sobre a pistola ainda não encontrada.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que uma das armas que deveriam ser entregues à Polícia Federal permanece em uma empresa no Rio Grande do Sul e, por isso, não foi apresentada às autoridades.
Segundo os advogados, a espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company foi recebida por Bolsonaro como presente, mas nunca chegou a ser retirada das instalações da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, localizada em Caxias do Sul (RS). A informação foi encaminhada ao STF em resposta à determinação judicial para que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à PF.
A manifestação ocorre após o Exército Brasileiro informar que apenas seis armas registradas no Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro foram localizadas e repassadas à Polícia Federal. Durante a conferência, militares identificaram a ausência de dois armamentos: a espingarda agora explicada pela defesa e uma pistola Glock calibre 9 mm.
No documento enviado ao Supremo, os advogados afirmam que a espingarda permaneceu sob guarda da empresa desde sua aquisição, sem jamais ter sido retirada pelo ex-presidente. A defesa sustenta que essa circunstância justifica a impossibilidade de entrega imediata do armamento às autoridades.
Em relação à pistola Glock, porém, os representantes de Bolsonaro não apresentaram qualquer esclarecimento. O paradeiro da arma continua sem explicação oficial, o que mantém o assunto sob análise do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal.
A determinação para entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro foi expedida por Alexandre de Moraes após o avanço das investigações relacionadas ao armamento do ex-presidente. Dias antes, uma arma registrada em seu nome havia sido apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal envolvendo um agente de segurança.
Na ocasião, Bolsonaro confirmou que o armamento era de sua propriedade e alegou que permanecia em sua residência por motivos de segurança familiar. A partir da decisão judicial, o Exército localizou e entregou à Polícia Federal seis armas, entre elas pistolas, um fuzil e uma espingarda de calibre restrito.
Agora, o STF deve analisar as informações apresentadas pela defesa sobre a espingarda localizada no Rio Grande do Sul e aguarda esclarecimentos sobre a Glock que ainda não foi encontrada.

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