O MDB fez uma declaração lamentando a tragédia

Mateus Omena Publicado em 15/11/2022, às 15h05
Luiz Antônio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, morreu na manhã desta terça-feira (15), na capital paulista, aos 73 anos de idade.
A informação foi confirmada por meio de nota divulgada pelo MDB em suas redes sociais oficiais. No entanto, a causa da morte não foi divulgada.
O político foi responsável pela gestão do estado de São Paulo entre 1991 e 1994, pelo antigo PMDB (atual MDB).
"Lamentamos a morte de Luiz Antônio Fleury Filho, que foi governador de São Paulo entre 1991 e 1994. Foi deputado, promotor Justiça e professor. Filiado ao MDB-SP, ele era membro da Executiva Estadual. Nossas condolências a familiares e amigos. Baleia Rossi, presidente do MDB", declarou o partido, em um comunicado no Twitter.
O velório de Fleury será realizado na Funerária Home, na Bela Vista, Centro da capital paulista. O corpo do político será cremado na cidade de Taboão da Serra, Grande São Paulo.
O governador em exercício, Carlão Pignatari, decretou luto oficial de três dias no estado de São Paulo por conta da morte.
“Lamento a morte do ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho (1991-1994). Foi secretário estadual de Segurança, promotor de justiça e deputado federal. Como governador em exercício, declaro luto oficial de 3 dias no Estado. Meus sentimentos aos amigos e familiares”, disse Pignatari.
Em 1992, Luiz Antônio Fleury Filho era o governador de São Paulo quando a Polícia Militar (PM) invadiu o Complexo Prisional da Casa de Custódia do Carandiru, na Zona Norte da capital paulista, onde 111 detentos foram mortos, no caso que ficou conhecido como "Massacre do Carandiru".
O então governador e o secretário da Segurança Pública (SSP), Pedro Franco de Campos, não foram investigados pelas autoridades ou responsabilizados pelas mortes.
Na época, o Ministério Público (MP) informou que a ordem para a PM invadir a penitenciária partiu do tenente-coronel Ubiratan Guimarães. O comandante das tropas da Polícia Militar chegou a ser condenado pela Justiça, em 2001, a 632 anos de prisão pelos assassinatos de 102 presos.
Por outro lado, em 2006, Ubiratan se tornou deputado estadual pelo PTB e passou a ter foro privilegiado. Naquele ano, ele foi julgado pelo Tribunal de Justiça (TJ) em São Paulo e foi absolvido. Os magistrados consideraram que o então PM não participou da ação.
Mas, Ubiratan foi assassinado em 2006, dentro do seu apartamento. Uma namorada dele foi acusada de envolvimento no crime, mas foi absolvida pela Justiça.
Entre 2013 e 2014, ocorreram mais cinco júris populares, com 74 policiais condenados pelos homicídios de 77 detentos. As penas que eles receberam variam de 48 anos a 624 anos de prisão.
Como cinco dos PMs condenados morreram, 69 agentes terão as penas revisadas pelos desembargadores da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.
Atualmente, as defesas dos policiais pedem a redução das penas. Esse recurso estará pronto para ser julgado a partir do dia 14 de outubro no TJ.
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