Ministro do STF expressa descontentamento com o processo e revela que julgamento do ex-presidente está programado para 22 de junho

Marina Roveda Publicado em 14/06/2023, às 09h00
Em um evento promovido pela revista Piauí e patrocinado pelo YouTube, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, fez declarações sobre a ação que poderá tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível. Moraes destacou que o processo será conduzido de acordo com a lei e a Constituição, seguindo o rito da "vala comum" da Justiça Eleitoral.
O ministro enfatizou o compromisso do TSEem cumprir sua missão, independentemente do resultado. Segundo ele, a Justiça Eleitoral sempre foi célere em seus julgamentos, pois os prazos são diferenciados e todos os casos que chegam são devidamente analisados.
No evento, Moraes revelou que o processo contra Bolsonaro está incluso em um bloco de casos enviados pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, para ser votado em junho. Ele ressaltou que, mesmo envolvendo um ex-presidente, não haveria motivo para retirar esse caso específico da pauta, pois todos os processos liberados pelos relatores são pautados.
"Chegou isso para julgar, nós vamos julgar. Independentemente do resultado, o TSE vai cumprir a sua missão. A Justiça Eleitoral sempre foi célere, até porque os prazos são diferenciados, e tudo que chega é julgado", afirmou Moraes.
O ministro ressaltou a importância de seguir o devido processo legal e garantir a imparcialidade nas decisões. Ele reforçou que a Justiça Eleitoral não faz distinção entre os casos que são submetidos a julgamento, incluindo aqueles que envolvem ex-presidentes.
As declarações de Moraes surgem em um contexto em que há uma grande expectativa em torno do julgamento da ação contra Bolsonaro, marcado para o dia 22 de junho. O processo está relacionado a uma reunião do ex-presidente com embaixadores ocorrida em julho do ano passado.
O desfecho dessa ação poderá ter consequências significativas para o futuro político de Bolsonaro, uma vez que a eventual inelegibilidade do ex-presidente pode impactar diretamente o cenário eleitoral do país.
O TSE, sob a presidência de Moraes, assume a responsabilidade de analisar e julgar o caso de forma imparcial e respeitando os princípios legais que regem a Justiça Eleitoral brasileira.
Leia também

Você conhece o animal terrestre vivo mais velho do mundo?

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Documentos colocam em xeque denúncia sobre supostos funcionários fantasmas na saúde de São Paulo

PM rezou ao lado de autista baleado após dizer que iria matá-lo

Mulher fica nua em UPA e ameaça matar os funcionários chamando eles de "anões de jardim"

PF aponta plano para incriminar ex-jogador da NBA com falso flagrante de drogas

Uso do Pix em casos de violência digital será analisado pelo Banco Central

Esposa de Regis Danese culpa boneco Labubu por incêndio

Tarcísio pede desculpas por roubos de celulares e admite falha na segurança em São Paulo

Virginia abandona Memorial do 11 de setembro e faz desabafo macabro