Senador se pronunciou pela primeira vez sobre o ocorrido em seu podcast "Bom Dia com Mourão"

William Oliveira Publicado em 23/11/2024, às 12h38
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro, expressou descrença em relação ao alegado complô para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A investigação conduzida pela Polícia Federal revelou detalhes de um suposto plano que visava à execução de um golpe de Estado no Brasil, começando com a prisão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TRE), Alexandre de Moraes. O intuito seria impedir que Lula reassumisse a Presidência e manter Jair Bolsonaro no cargo.
A PF divulgou os resultados dessa investigação na última quinta-feira (21), indiciando Bolsonaro e mais 36 pessoas por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa. Mourão, em seu podcast "Bom Dia com Mourão", descreveu o plano como uma "fanfarronada".
"Vejo uma fanfarronada. E a partir daí, dentro da busca incessante de envolver o presidente Bolsonaro, o general Braga Netto, o general Heleno (…). Arma-se esse cenário todo, joga-se quase que um pó de pirlimpimpim e aí, shazam: saem 37 pessoas nesse pacote indiciadas", afirmou Mourão.
Para Mourão, um golpe só seria viável com significativo apoio das Forças Armadas, algo que ele acredita não ter ocorrido. O senador também defendeu Valdemar Costa Neto, presidente do PL e também indiciado, considerando improvável sua participação em um plano golpista.
Mourão manifestou esperança de que a verdade prevaleça nas investigações futuras. Ele questionou se escrever "bobagem" constitui crime, enfatizando que o verdadeiro crime ocorre quando há ação concreta. Segundo ele, não houve tentativas reais contra Alexandre de Moraes ou o presidente da República.
Na sequência das investigações, espera-se que Alexandre de Moraes encaminhe à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório final do inquérito sobre a tentativa de golpe nas eleições de 2022. Esse indiciamento é a primeira ação resultante do inquérito concluído. A PGR avaliará a robustez das provas para decidir sobre a apresentação de denúncias ou solicitar novas diligências.
Por fim, Mourão instou a PGR a considerar cuidadosamente as provas antes de avançar com qualquer denúncia contra os suspeitos de atentar contra o Estado Democrático e o sistema democrático brasileiro.
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