Outras joias sob posse do ex-presidente também são alvo de apuração

Manoela Cardozo Publicado em 05/04/2023, às 09h02
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai depor nesta quarta-feira (05) à Polícia Federal, depois de ter sido intimado, para dar explicações sobre o caso das joias recebidas da Arábia Saudita.
Conforme informações do UOL Notícias, os objetos foram trazidos por sua comitiva de governo e confiscados pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, no ano passado.
Outras joias que estão sob posse do ex-presidente também são alvo de apuração. Confira abaixo os principais pontos do depoimento.
O depoimento de Jair Bolsonaro à PF está agendado para as 14h30 e vai acontecer presencialmente. O local não foi divulgado, por questões de segurança.
Existe expectativa de que outras pessoas envolvidas na história sejam ouvidas no mesmo dia e horário, como Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, Marcelo Câmara, assessor que trabalha na segurança de Bolsonaro, e o ex-chefe da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes.
O ex-ministro Bento Albuquerque foi o primeiro a tentar liberar as joias depois do confisco, explicando que se tratava de um presente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Mauro Cid foi o responsável por emitir um ofício com o brasão da República para pedir a liberação das joias apreendidas em Guarulhos.
Depois do envio do ofício e aconselhado por amigos, ele optou por repassar a missão de recuperar as joias para seu auxiliar, o sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, que foi então pessoalmente a Guarulhos no dia seguinte.
Além disso, Julio Cesar Vieira Gomes, então chefe da Receita, foi procurado por Bolsonaro e teria tentado forçar a liberação dos objetos.
Os delegados deverão questionar Bolsonaro sobre a origem dos objetos, sobre quem teria entregado as joias e sobre o destino final — se era para acervo da Presidência ou para acervo pessoal do ex-presidente.
Um conjunto de joias avaliadas em R$ 16,5 milhões foi retido pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos (SP), ainda no ano passado. Depois da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), ele foi enviado para uma agência da Caixa Econômica Federal.
Contudo, outros pacotes de joias ainda estão sob posse de Bolsonaro. O TCU obrigou o ex-presidente a devolver os presentes.
As joias foram dadas a Bolsonaro enquanto ele era representante do governo brasileiro e, por isso, deveriam fazer parte do acervo público da Presidência, não de seu acervo pessoal. Jair Bolsonaro já disse que "nada foi escondido" nesse caso.
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