A gravação do dia 5 de julho de 2022 foi apreendida na casa de Mauro Cid

Vitória Tedeschi Publicado em 08/02/2024, às 14h48
A gravação de uma conversa do dia 5 de julho de 2022, entre Jair Bolsonaro (PL) e seus ministros sobre uma "dinâmica golpista" foi apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.
Além das mensagens que provam a adesão de generais - incluindo Mauro Cid - ao plano golpista,o vídeo é mais uma prova para embasar a operação realizada nesta quinta-feira (8), que mira a organização criminosa que atuou para tentar realizar um golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
De acordo com o UOL, Alexandre de Moraes afirma que a reunião "nitidamente, revela o arranjo de dinâmica golpista no âmbito da alta cúpula do governo, manifestando-se todos os investigados que dela tomaram parte". E acrescenta que todos os participantes ajudaram a espalhar mentiras no período eleitoral sobre o então candidato Lula (PT), o TSE e os ministros do STF.
O mesmo portal ainda divulgou trechos da transcrição do vídeo da reunião. Leia abaixo:
Hoje me reuni com o pessoal do WhatsApp, e outras também mídias do Brasil. Conversei com eles. Tem acordo ou não tem com o TSE? Se tem acordo, que acordo é esse que tá passando por cima da constituição? Eu vou entrar em campo usando o meu exército, meus 23 ministros", diz Jair Bolsonaro.
E eu tenho falado com os meus 23 ministros. Nós não podemos esperar chegar 23, olhar para trás e falar: o que que nós não fizemos para o Brasil chegar à situação de hoje em dia? Nós temos que nos expor. Cada um de nós. Não podemos esperar que outros façam por nós", acrescenta o ex-presidente.
Estamos aí, Presidente, desentranhando a velha relação do PT com o PCC. A velha relação do PT com o PCC. Isso tá vindo aí através de depoimentos que estão há muito guardados aí... isso aí foi feito ó. Tá certo?", diz Anderson Torres.
Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições. E vai chegar a um ponto que nós não vamos poder mais falar. Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas. Isso pra mim é muito claro", afirma Augusto Heleno.
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