Evento em Brasília reúne lideranças e propõe novas políticas contra a violência e o preconceito

Gabriela Nogueira Publicado em 22/10/2025, às 13h40
Ministras, parlamentares e representantes da comunidade se reuniram em Brasília para a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, que ocorrerá até sexta-feira (24). O encontro enfatiza a importância da integração entre políticas públicas e participação social na luta contra a violência e a discriminação.
Com o tema “Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+”, o evento busca promover um ambiente de diálogo e reflexão sobre os desafios enfrentados pela comunidade e as perspectivas futuras. A conferência atraiu mais de 1.500 participantes engajados nas discussões sobre direitos e inclusão.
A ativista baiana Jovanna Cardoso, conhecida como Jovanna Baby, destacou que 73% da população trans é composta por pessoas negras. Ela defendeu o acesso igualitário a programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, que ainda beneficiam predominantemente famílias heterossexuais.
Jovanna, reconhecida por seu ativismo em prol dos direitos de travestis e transexuais, lamentou a exclusão dessa população de importantes programas assistenciais. Sua mensagem ressoou entre os participantes, que clamam por políticas públicas mais inclusivas.
A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, ressaltou a relevância do ativismo no Brasil para efetivar mudanças significativas na proteção dos direitos humanos e no combate à violência. “O ativismo é fundamental para fazermos a diferença”, afirmou.
Durante o evento, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, anunciou a formação de um grupo de trabalho para investigar violações de direitos contra pessoas da comunidade. Ele observou que as taxas de desemprego entre pessoas trans são alarmantemente altas e que muitas vivem em condições precárias. “O que não se mede, não se transforma”, concluiu.
Quatro ministras participaram ativamente da conferência. Marcia Lopes, titular da pasta das Mulheres, propôs a ampliação de cotas voltadas à comunidade. Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, chamou atenção para as violências sofridas por indígenas e destacou que o respeito à diversidade é essencial para o avanço das políticas públicas.
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, classificou o evento como um marco na retomada das discussões sobre os direitos da população LGBTQIA+, criticando os retrocessos vividos nos últimos anos. Ao final da conferência, Macaé Evaristo, ministra da Cidadania e dos Direitos Humanos, recebeu relatórios de grupos de trabalho sobre as diferentes formas de violência enfrentadas e defendeu uma política nacional verdadeiramente inclusiva.
No Legislativo, a deputada Erika Hilton reafirmou a união e resistência da comunidade. “Apesar da violência que sofremos, continuamos firmes”, disse. Ela manifestou esperança de que, no futuro, possam ser contadas histórias de empoderamento em vez de dor.
A deputada Duda Salabert, por sua vez, destacou que sua principal luta é garantir que sua filha não sinta vergonha por ter uma mãe travesti. “Estamos aqui para cuidar das próximas gerações e evitar que sejam marcadas pela vergonha”, afirmou.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

São Paulo registra madrugada mais fria do ano e cidade aciona plano de proteção contra baixas temperaturas

Sabesp conclui primeira fase de reparos em cratera que deixou nove desabrigados em Osasco

Anvisa libera nova vacina contra a gripe para pessoas a partir de seis meses

França declara governadora argentina persona non grata após publicação sobre Mbappé

Ônibus da EMTU invade casa após motorista errar caminho em Itapevi

Governo eleva mistura de etanol na gasolina para 32% e especialistas divergem sobre impactos nos veículos

Sérgio Moro publica mensagem em defesa de Bolsonaro e Flávio nas redes sociais