Texto recebeu 34 votos favoráveis e 4 contrários em comissão especial e agora depende de aprovação em dois turnos por ao menos 308 deputados.

Ana Beatriz Publicado em 27/05/2026, às 17h21
A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que altera a jornada de trabalho, conhecida como PEC do fim da escala 6x1, com 34 votos a favor e 4 contra, após intensos debates e audiências públicas.
A proposta visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e modernizar as relações trabalhistas, mas enfrenta resistência de opositores que temem impactos econômicos, como aumento de custos operacionais e pressão inflacionária.
Agora, a PEC precisa de pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado, e sua aprovação exigirá articulação política significativa nos próximos dias.
A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta feira (27), por 34 votos a 4, a Proposta de Emenda à Constituição que prevê mudanças na jornada de trabalho e ficou conhecida como PEC do fim da escala 6x1.
O parecer favorável apresentado pelo relator da proposta, Léo Prates, do Republicanos da Bahia, foi aprovado após semanas de debates e audiências públicas realizadas no colegiado. Com a aprovação na comissão especial, o texto agora segue para análise do plenário da Câmara dos Deputados.
Para avançar no Congresso Nacional, a PEC ainda precisará obter pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação no plenário da Câmara. Caso seja aprovada, a proposta seguirá posteriormente para o Senado Federal.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos meses após mobilizações nas redes sociais, manifestações de trabalhadores e debates envolvendo qualidade de vida, produtividade e saúde mental. O modelo 6x1 é amplamente utilizado em setores como comércio, serviços, segurança privada, supermercados e alimentação, funcionando com seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso.
Durante a sessão desta quarta feira, parlamentares da base governista defenderam a proposta como uma medida de valorização do trabalhador e modernização das relações trabalhistas no país. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), afirmou que o texto aprovado foi construído após diálogo com especialistas, representantes sindicais e audiências públicas realizadas ao longo de quase um mês.
Segundo parlamentares favoráveis à proposta, a mudança pode gerar impactos positivos na qualidade de vida da população trabalhadora, além de estimular novos formatos de produtividade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Por outro lado, deputados da oposição e representantes de setores empresariais demonstraram preocupação com os possíveis impactos econômicos da medida. Durante os debates, parlamentares alertaram para o aumento dos custos operacionais para empresas, especialmente em segmentos que dependem de funcionamento contínuo.
Entre os principais argumentos apresentados pelos críticos da PEC estão possíveis aumentos nos preços de produtos e serviços, pressão inflacionária e necessidade de ampliação das contratações para compensar eventuais reduções na carga de trabalho.
O tema também movimentou as redes sociais ao longo do dia, com manifestações de trabalhadores, sindicatos, empresários e especialistas em economia. Enquanto parte da população celebrou o avanço da proposta como uma conquista trabalhista histórica, outros demonstraram preocupação com os efeitos econômicos da mudança em setores considerados essenciais.
A proposta ainda deve enfrentar forte articulação política nas próximas semanas antes de chegar oficialmente ao plenário da Câmara, onde precisará reunir ampla maioria para seguir adiante.
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