Presidente da Câmara destacou que votação no Senado oferece ao governo chance de fortalecer a articulação política visando dias mais estáveis

Marina Roveda Publicado em 01/06/2023, às 08h20
Após a aprovação da medida provisória que reorganiza os ministérios do governo Lula, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), destacou que o governo terá que caminhar com suas próprias pernas daqui para frente. A sessão que resultou na aprovação da MP ocorreu durante a madrugada desta quinta-feira (1º).
A medida, que mantém a estrutura do governo Lula, obteve uma votação de 337 a favor e 125 contra. Agora, o texto segue para o Senado, onde precisa ser aprovado até as 23h59 desta quinta-feira para que não perca a validade.
Ao deixar o Congresso, Lira ressaltou que líderes de partidos independentes, que não fazem parte da base governista, reconheceram a necessidade de oferecer uma nova oportunidade ao Planalto.
"Ainda estamos longe de comemorar uma base, como alguns tentam insinuar. Amanhã será um novo dia, um dia em que o Senado irá analisar a matéria", afirmou o presidente da Câmara.
Lira também enfatizou que o governo terá uma nova chance de trabalhar em uma articulação política mais sólida, visando ter dias mais tranquilos.
"É importante deixar claro que, daqui para frente, o governo terá que andar com suas próprias pernas. Não haverá nenhum tipo de sacrifício", acrescentou.
O presidente da Câmara ressaltou que a construção do placar de votação foi resultado de muitas conversas, parcimônia e tranquilidade por parte dos líderes partidários.
Antes da votação, Lirajá havia mencionado a insatisfação generalizada na Câmara em relação à articulação política do governo. Para garantir a aprovação da MP, o presidente Lula teve que se envolver pessoalmente nas negociações, além de liberar um montante recorde de R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares.
A medida provisória, editada por Lula em janeiro, criou novos ministérios e redistribuiu órgãos e atribuições entre as pastas. Se a MP perder a validade, a Esplanada, que atualmente possui 37 pastas, retornará ao formato de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 23 ministérios. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (União-MG), marcou uma sessão para esta quinta-feira para votar o texto na Casa.
Apesar da aprovação na Câmara, a estrutura original montada pelo governo sofreu algumas modificações, especialmente nos ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas, o que gerou insatisfações entre alguns parlamentares. Agora, o governo enfrenta o desafio de fortalecer sua base de apoio e garantir a aprovação da MP também no Senado.
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