Os atos de vandalismo, violência e suspeitas de terrorismo que vem acontecendo em Brasília foram criticados por deputados ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL)

Vitória Tedeschi Publicado em 28/12/2022, às 13h09
Os atos de vandalismo, violência e suspeitas de terrorismo que vem acontecendo em Brasília foram criticados por deputados federais ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e representantes da direita. Segundo eles, os culpados são "comunistas infiltrados".
Pelo menos é essa a narrativa que permeia entre bolsonaristas concentrados há quase dois meses em frente ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica), em São José dos Campos.
Pela internet, apoiadores do atual presidente veiculam imagens e vídeos com manifestantes gritando "Fora Bolsonaro" e possíveis infiltrados escondendo o rosto com camisetas pretas.
"Você pode conferir na internet vídeos que comprovam isso [os "comunistas infiltrados"]. Todos nós sabemos que foi uma ação premeditada. Não são vestimentas e nem o modus operandi que o povo conservador usa para protestar. Fogo em ônibus, vandalismo, você nunca verá isso aqui. O outro lá, que queria explodir o aeroporto, é a mesma coisa", afirmou um dos homens no local ao OVALE.
Além disso, de acordo com uma das principais vozes dos manifestantes, a 'vigília' terá fim para boa parte dos resilientes bolsonaristas que ainda se encontram no local. A contestação ao resultado das eleições, no entanto, permanece.
Minha estadia aqui acaba no dia 31 de dezembro. Vou recolher minhas coisas e ir para casa. Todos sabem que as urnas foram fraudadas e o código-fonte não foi entregue", disse outro manifestante ao OVALE.
Marcada para o dia 1º de janeiro, a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo marcada por diversas ameaças. O assunto traz preocupação para diversos setores das forças de segurança da presidência da República.
Além disso, vale citar que entre o final do mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL), à meia-noite do próximo dia 31 e a posse do futuro presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para às 15 horas do dia 1º de janeiro, o país ficará sem presidente.
Assim, o Brasil vai ficar por 15 horas sem o presidente da República. Lula só passa a governar após assinatura do termo de posse. Isto só vai acontecer por volta das 16 horas do dia 1º. Bolsonaro já terá deixado o cargo à meia noite do dia anterior.
Para evitar que o país fique sem proteção, o atual ministro da Justiça, Anderson Torres e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira vão passar seus cargos aos futuros ministros destas pastas.
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