Diário de São Paulo
Siga-nos
trajédia

Operação Complexo do Alemão: vítimas são sepultadas neste sábado (23)

Bruno de Paula Costa foi morto por um tiro no pescoço e Letícia Marinho Salles morreu ao levar um tiro no peito do lado do namorado

Operação é a quarta mais letal da história do Rio de Janeiro, com 18 mortos - imagem: Freepik
Operação é a quarta mais letal da história do Rio de Janeiro, com 18 mortos - imagem: Freepik

Publicado em 23/07/2022, às 19h06 Fernanda Viana


Foram sepultados neste sábado (23), o policial militar Bruno de Paula Costa, de 38 anos, Letícia Marinho Salles, 50 anos, e a cozinheiro Solange Mendes, 49 anos, mortos na operação policial no Complexo do Alemão da última quinta-feira (21).

Bruno foi enterrado no Cemitério Jardim da Saúde, em Sulacap, zona oeste do Rio de Janeiro, por volta das 12h. Familiares, amigos e dezenas de policiais, colegas de trabalho, estiveram presentes, que o homenagearam com uma salva de tiros.

O policial dedicou oito anos de sua vida à profissão e deixa dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, ambos autistas. As crianças ainda não sabem da morte do pai. 

O policial foi atingido por um tiro no pescoço, durante um ataque à base da UPP Nova Brasília. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu.

Letícia estava no carro voltando para sua casa, após ajudar uma amiga na igreja, quando foi baleada no peito. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju - ela deixa três filhos e três netos.

Segundo sua cunhada, Lucilene Mendes da Silva, não havia tiroteiro no momento.

Solange foi morta por um tiro de fuzil na cabeça e seu corpo foi enterrado no Cemitério de Inhaúma, zona norte do Rio. 

Segundo o porta voz da Polícia Militar, o tenente-coronel Ivan Blaz, Solange foi morta por traficantes, quando passava perto de uma barricada em que os policiais estavam presentes.

A cozinheira de 50 anos trabalhava com o marido em uma pensão na comunidade vendendo refeições e deixou dois filhos.

Operação é a quarta mais letal da história do Rio de Janeiro, com 17 mortos.

Compartilhe