Apesar de ter comunicado que estava indo embora, Kolela teve seu desaparecimento registrado pelo líder da ordem de que participa em boletim de ocorrência feito no Rio de Janeiro

G1 Publicado em 21/07/2022, às 08h02
O padre congolês Quentin Venceslas Kolela, que foi registrado como desaparecido na polícia, avisou que estava deixando a congregação de que faz parte e levou a maior parte dos seus pertences embora.
Integrante da Congregação dos Agostinianos da Assunção (Assuncionistas), Kolela atuava na Paróquia São Judas Tadeu, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Ele foi visto pela última vez por volta das 11h15 de 3 de julho, quando saiu da casa paroquial para almoçar e não retornou, segundo comunicado divulgado pela paróquia nas redes sociais na última sexta-feira (15).
Apesar de ter comunicado que estava indo embora, Kolela teve seu desaparecimento registrado pelo padre Luís Gonzaga da Silva, Superior Geral dos Assuncionistas no Brasil, em um boletim de ocorrência feito no Rio de Janeiro.
"Quando o Kolela saiu de casa, ele enviou uma mensagem dizendo: 'Estou deixando a congregação estou em outro lugar'", disse Gonzaga.
Em entrevista ao g1, o padre Gonzaga disse que registrou o desaparecimento de Kolela porque esperava novas comunicações após a sua saída repentina. Gonzaga disse que, em conversa com um delegado amigo seu, surgiu a suspeita de que não teria sido Kolela o autor da mensagem de despedida.
"Ficamos na expectativa de que ele fosse novamente entrar em contato. Tentamos várias vezes [nos] comunicar com ele, e nada. Em conversa com um delegado amigo [meu], falando da mensagem, ele disse que essa mensagem pode ser suspeita, pode ser ele quem a escreveu ou não. Se já tem esse tempo todo [que ele saiu], por que ele não responde pra dizer algo?", questionou Gonzaga.
No boletim de ocorrência do desaparecimento, o padre Gonzaga confirma que Kolela "levou muitos de seus pertences, como roupas, calçados e documentos".
Gonzaga declarou ainda que a preocupação é com o bem-estar de Kolela, que tem o visto de residência no Brasil intermediado pela Congregação dos Agostinianos da Assunção, e que ele precisa comunicar formalmente sua saída da ordem.
"Queremos que o encontrem bem. Se ele não quiser voltar pra ordem, não tem problema, mas que dê uma satisfação, que consiste em uma carta pedindo desligamento. Essa carta é enviada para Roma, que vai olhar o pedido de saída dele. É assim que funciona", disse Gonzaga.
Ainda de acordo com ele, o padre Kolela pediu R$ 300 ao responsável pelas finanças da Paróquia São Judas Tadeu antes de deixar a igreja.
Anúncio de desaparecimento
Apesar de Kolela ter sido visto pela última vez no dia 3, a Paróquia São Judas Tadeu publicou nas redes sociais o comunicado do seu desaparecimento no último dia 15. No texto, a igreja pede que pistas do paradeiro de Kolela sejam repassadas à Polícia Militar, e não informa que Kolela avisou, por mensagem, que estava deixando a congregação.
A postagem teve mais de 1,4 mil compartilhamentos e mais de 900 comentários no Facebook, a maioria de fiéis torcendo pela localização de Kolela, mas também alguns questionando a demora em comunicar à comunidade o sumiço do padre.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação

CPTM amplia pagamento de bilhetes via Pix para todas as estações do sistema