Aos 26 anos, a cantora e mais quatro pessoas faleceram em uma queda de avião no interior de Minas Gerais

Juliane Moreti Publicado em 04/10/2023, às 15h15
Nesta quarta-feira (04), a polícia de Minas Gerais declarou quem foram os culpados pela queda do avião que matou Marília Mendonça, o piloto, copiloto, produtor e tio e assessor da cantora, no dia 5 de novembro de 2021.
De acordo com informações do portal g1, aos pilotos, foi atribuída a responsabilidade pelo acidente com o avião, que teve o impacto em uma cachoeira localizada em Piedade de Caratinga, região leste do estado.
O delegado de Caratinga, Ivan Lopes, alegou que a investigação constatou que houve negligência e imprudência por parte do piloto, identificado como Geraldo Medeiros, e do copiloto, Tarciso Viana.
Como as pessoas responsabilizadas também perderam a vida na queda e não poderão ser punidas, aconteceu apenas a conclusão do inquérito sobre o acidente aéreo e o caso finalmente foi arquivado.
Ivan, o delegado, comentou também que os responsáveis pela condução não fizeram contato com outros profissionais para a realização do pouso no aeródromo, que era desconhecido pelos pilotos. Esse procedimento, inclusive, é uma conduta comum.
Anteriormente, a polícia considerou um homicídio culposo triplamente qualificado, uma falha mecânica, mal súbito e até mesmo um possível atentado, possibilidades que foram descartadas conforme o andamento das investigações.
As demais pessoas que também vieram a falecer no acidente foram identficadas como Henrique Ribeiro, o produtor, e o tio e assessor de Marília, Abicieli Silveira, além da cantora.
O advogado da família do piloto, Sérgio Alondo, se manifestou sobre a conclusão do inquérito apresentado pela polícia, alegando ''não ter fundamento'' e também ser uma ''injúria'' contra os acusados.
''As conclusões da política de Caratinga não tem fundamento nas provas do inquérito e é até injuriosa com a imagem do piloto e copiloto'', disse.
Além disso, Sérgio comenta que a queda aconteceu ''porque a Ceming instalou a rede de alta tensão na reta final do aeródromo de Carantinga na altitude do tráfego padrão, que é de mil pés, cujo aeródromo não tinha Carta Visual de Aproximação''.
A queda da aeronave de pequeno porte aconteceu em uma sexta-feira do ano citado, perto de uma cachoeira, enquanto voavam à Caratinga, Marília Medonça e sua equipe, para um show que aconteceria naquela noite.
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