A polícia prendeu suspeitos do crime na última terça-feira (18)

Thais Bueno Publicado em 19/10/2022, às 16h32
O pai biológico de um menino que morreu em um posto de saúde em Cidreira, litoral norte do Rio Grande do Sul, na última sexta-feira (14), está pedindo justiça pelo crime.
O nome do garoto falecido era Anthony Chagas de Oliveira e, quando chegou desmaiado ao local, ele possuia fraturas nos braços, além de algumas lesões na região interna do corpo.
O pai da criança deu um forte depoimento sobre o caso:
"É uma dor horrível. Mas estou tentando ser forte com tudo isso, pois a gente tem outra menina de 6 anos. Eu espero que o culpado pague pelos atos, porque um anjo desses não merecia isso".
Cerca de dois meses atrás, o pai e a mãe dele conseguiram firmar um acordo extra-judicial para que o filho fosse morar com ela e o padrasto.
Suspeitos do crime, Joice Chagas Machado e Diego Medeiros foram presos por 30 dias na manhã da última terça-feira (18) pela Polícia Civil.
De acordo com informações do responsável pelo caso, o delegado Rodrigo Nunes, os agentes suspeitam de homicídio qualificado com tortura. Outras pessoas também serão analisadas por negligência.
Para o G1, o delegado comentou: "A versão da mãe é que ela entregou o filho bem para o padrasto. Já o padrasto conta o contrário, que a criança já estava mal quando recebeu".
Nausa Quintana, do Conselho Tutelar, também foi chamada para avaliar o caso. Com isso, ela, que havia ido até a unidade de saúde, contou sobre como estava a situação da criança.
"Todo cheio de hematomas no rosto, no corpo, nos braços, nas perninhas, [em] todo local, e o braço quebrado também. Foi um choque para mim. Em 16 anos de conselheira, é o primero caso que eu pego de óbito de criança".
A perícia que está no crime afirmou que houve um politraumatismo contundente devido à violência das ações na morte do menino.
"Não resta dúvida para a polícia que ele foi agredido. Foi uma morte violenta. Pelas lesões encontradas, pela multiplicidade de lesões, há indícios sim de tortura ou outro meio cruel. Essa criança, lamentavelmente, sofreu bastante. Isso não resta dúvida", finalizou Rodrigo Nunes.
A polícia já pediu novas perícias.
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