A justiça determinou que o estado pagasse uma indenização à paciente

Juliane Moreti Publicado em 19/10/2022, às 19h54
Na Zona Norte de São Paulo, uma mulher sofreu violência obstétrica no Hospital Geral de Taipas e a juíza determinou que o estado pagasse uma indenização de 20 mil reais.
De acordo com a juíza, em 2020, uma paciente foi internada para realizar o parto da segunda filha. Sentindo fortes dores abdominais, já na 40 semana de gestação, ela foi ao hospital duas vezes e, na segunda, ficou por lá.
Naquele ano, a mulher relatou à equipe que deseja ter a intervenção cirurgia cesariana, com o pai da criança que se prontificou a assumir o termo de responsabilidade para o procedimento. No entanto, a médica teria ignorado o pedido e a encaminhado para o parto normal.
O momento tornou-se mais aterrorizante quando, depois de várias tentativas sem sucesso do parto normal, a médica alterou para cesária.
''A falta de passagem fez com que o feto ficasse entalado, desencadeando um quadro de sofrimento fetal'', escreveu a juíza.
A justiça condenou o estado de São Paulo a indeniza-lá por danos morais e violência obstétrica. Na decisão, publicada no mês de setembro deste ano, a juíza comentou que é direito da mulher escolher a forma do parto, desde que completadas 39 semanas de gestação.
O processo ainda está em andamento, o Estado foi notificado da sentença e entrou com recurso.

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