Esposa, irmã e cunhado planejaram o assassinato de Igor Peretto

Manoela Cardozo Publicado em 05/11/2024, às 12h26
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) finalizou a investigação sobre o assassinato do comerciante Igor Peretto, ocorrido em 31 de agosto, no apartamento de sua irmã em Praia Grande (SP).
Conforme informações divulgadas pelo G1, o MP concluiu que o crime foi premeditado por Rafaela Costa (viúva de Igor), Marcelly Peretto (irmã) e Mario Vitorino (melhor amigo, cunhado e sócio da vítima). A motivação teria sido um "triângulo amoroso" e interesses financeiros.
Segundo a denúncia, recebida pela Justiça, o objetivo do trio era se livrar de Igor para obter vantagens econômicas, como herança e o controle de sua sociedade comercial.
De acordo com o MP, Igor foi morto a facadas por Mário, com o apoio de Marcelly e Rafaela, que teriam planejado o crime. A denúncia afirma: "Nesse verdadeiro triângulo amoroso, Igor tornou-se um empecilho. Por isso, Rafaela, Marcelly e Mário, em conluio, decidiram matá-lo".
Além disso, a morte da vítima traria ganhos econômicos aos acusados: Rafaela receberia a herança, Mário assumiria o controle da sociedade comercial e Marcelly teria benefícios financeiros por estar envolvida com ambos.
A cronologia completa dos eventos, segundo as imagens e dados obtidos pela investigação, é detalhada a seguir:
A prisão de Rafaela e Marcelly aconteceu no dia 06 de setembro, enquanto Mario foi capturado no dia 15, após ser localizado na casa de um parente de Rafaela em Torrinha (SP). As prisões temporárias dos três foram convertidas para preventivas após a denúncia formalizada pelas promotoras Ana Maria Frigerio Molinari e Roberta Bená Perez Fernandez, do MP-SP.
Os advogados dos acusados afirmam que as acusações não se sustentam. Marcelo Cruz, defensor de Rafaela, qualificou a acusação como "forçosa" e baseada em uma apuração inconclusiva. Ele reforçou que "não há provas consistentes" contra sua cliente.
Leandro Weissmann, advogado de Marcelly, também contesta a acusação de plano premeditado e destaca que Marcelly estava "desnorteada", sob o efeito de drogas e não tinha controle da situação. Segundo ele, "a cliente não esperava que Mario fosse cometer um homicídio".
Já Mario Badures, advogado de Mário, argumenta que seu cliente agiu em legítima defesa, alegando que Igor o atacou com um espelho quebrado, resultando em hematomas e cortes em Mário.
A perícia concluiu que Igor sofreu sete facadas no peito, além de golpes no rosto, testa e costas. A arma do crime foi localizada no banheiro do apartamento, coberta de sangue. A perícia também encontrou marcas de sangue espalhadas pelo apartamento e nas escadas, o que sugere que houve uma luta intensa antes da morte.
O crime foi descoberto quando a síndica do prédio, ao ouvir barulhos e não conseguir contato com Marcelly, chamou a polícia. Ao entrar no apartamento, os policiais encontraram o corpo de Igor com sinais de luta.
Os acusados aguardam julgamento e a defesa promete apresentar novos elementos durante o processo.

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