Diário de São Paulo
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Operação da PF

PF mira ex-dirigentes das Americanas e investiga fraude bilionária de R$ 24 bilhões

Operação cumpre mandados no Rio e em São Paulo, mira antigos executivos e controladores da varejista e prevê bloqueio de bens que pode chegar a R$ 54 bilhões.

Polícia Federal cumpre mandados em nova fase da investigação sobre a fraude bilionária nas Americanas. - Imagem: Reprodução
Polícia Federal cumpre mandados em nova fase da investigação sobre a fraude bilionária nas Americanas. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 25/06/2026, às 09h33


A Polícia Federal iniciou uma nova fase das investigações sobre o escândalo contábil das Lojas Americanas, um dos maiores casos de fraude corporativa do Brasil, com a execução de nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo.

Os alvos incluem ex-executivos e associados do grupo controlador da varejista, suspeitos de ocultar inconsistências contábeis de cerca de R$ 24 bilhões, além de práticas de manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A Justiça autorizou o bloqueio de bens dos investigados, que pode chegar a R$ 54 bilhões, e a operação busca identificar a responsabilidade individual dos envolvidos, após a revelação das fraudes em janeiro de 2023 que impactaram severamente o mercado financeiro.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma nova fase das investigações sobre o escândalo contábil envolvendo a rede varejista Lojas Americanas, considerado um dos maiores casos de fraude corporativa da história do país.

Ao todo, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A operação conta ainda com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários e do Ministério Público Federal.

Entre os alvos estão ex-executivos da companhia e pessoas ligadas ao grupo controlador da varejista, incluindo nomes próximos aos empresários Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira. Segundo as investigações, os suspeitos teriam participado de um esquema que ocultou inconsistências contábeis estimadas em aproximadamente R$ 24 bilhões.

Por determinação da Justiça, também foi autorizado o bloqueio de bens e valores dos investigados. As medidas patrimoniais podem alcançar até R$ 54 bilhões.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apuram possíveis práticas de manipulação de mercado, inserção de informações falsas em demonstrações financeiras, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Um dos focos da investigação está relacionado às chamadas Verbas de Propaganda Cooperada (VPCs), mecanismo comercial utilizado entre fornecedores e varejistas. Segundo os investigadores, esse instrumento teria sido usado de forma irregular para inflar resultados financeiros e ocultar a real situação econômica da empresa.

O escândalo veio à tona em janeiro de 2023, quando a companhia revelou inconsistências contábeis bilionárias, provocando forte impacto no mercado financeiro e levando a empresa a ingressar com um dos maiores processos de recuperação judicial já registrados no Brasil.

A operação desta quinta representa mais um avanço na tentativa de identificar a participação individual de cada investigado e responsabilizar os envolvidos no caso.


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