Ele invadiu o local com uma adaga e matou 3 crianças e duas funcionárias

Vitória Tedeschi Publicado em 11/08/2023, às 13h54
O acusado de matar três crianças e duas professoras de uma creche em Saudades, no Oeste de Santa Catarina, em 4 de maio de 2021, foi condenado a 329 anos e quatro meses de prisão em regime inicialmente fechado. Cabe recurso.
Segundo o G1, Fabiano Kipper Mai, hoje com 20 anos, foi condenado em júri popular por 5 homicídios e 14 tentativas de homicídio. Ele cumprirá a pena em regime fechado.
De acordo com o UOL, a defesa informou à imprensa que não iria se manifestar sobre a sentença. O júri popular durou dois dias, começando na última quarta-feira (09). A sentença foi dada na noite de quinta (10).
Condenado: Tribunal do Júri acolhe integralmente a tese do MPSC e responsável por chacina na creche de Saudades é sentenciado a 329 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.
— MPSC (@mpscnoticias) August 10, 2023
Na foto os Promotores de Justiça e o assistente de acusação durante a leitura da sentença. pic.twitter.com/liodmqmKRy
O cálculo da pena considerou 40 anos de reclusão para cada uma das vítimas menores de idade; 30 anos pelo homicídio das duas funcionárias; outros 26 anos e 8 meses pelas lesões infligidas na criança sobrevivente; e 8 anos para cada tentativa de homicídio.
Além dos anos de prisão, a Justiça também obrigou Fabiano a pagar uma indenização de R$ 500 mil para cada família dos 5 mortos e outros R$ 400 mil para a família do bebê socorrido. Ele também terá que desembolsar R$ 40.000 para cada vítima de tentativa de homicídio.
Na manhã de 4 de maio de 2021, Fabiano Kipper Mai, na época com 18 anos de idade, invadiu a Escola Infantil Pró-Infância Aquarela, no oeste catarinense, e, com uma adaga – espécie de espada – golpeou fatalmente duas professoras e três bebês. Um menino, com menos de 2 anos, foi socorrido e conseguiu se recuperar.
Segundo a acusação, Fabiano tentou fazer outras vítimas, mas foi impedido por professoras que perceberam o atentado e trancaram as portas e janelas das salas, impedindo a entrada do agressor.
Ele ainda teria tentado se matar após o atentado e foi detido por populares e entregue às autoridades, confessando o crime à polícia posteriormente. O réu está preso preventivamente desde então.
Durante o ataque, duas funcionárias da creche —a professora Keli Adriane Aniecevski, 30, e a agente de educação Mirla Amanda Renner Costa, 20— morreram, além de três crianças. Uma quarta foi gravemente ferida, mas sobreviveu.
Segundo a acusação, o réu tentou fazer outras vítimas, mas não conseguiu entrar nas salas trancadas, mesmo depois de tentativas de arrombamento de portas e janelas. Desde então, ele está preso preventivamente, aguardando julgamento.
Quem são as vítimas
Três crianças e duas funcionárias morreram no ataque a creche:
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