O ex-Flamengo foi contratado por clube do RJ, mas a passagem no time durou bem menos que o esperado

Vitória Tedeschi Publicado em 07/10/2022, às 15h01
A passagem do goleiro Bruno pelo Sociedade Esportiva Búzios durou pouco, quase nada.
O ex-Flamengo foi contratado pelo clube do Rio de Janeiro nesta semana, mas foi demitido apenas dois dias depois. O time disputa a quarta divisão do campeonato estadual do Rio.
O motivo da demissão precoce foi a revolta por parte da torcida do clube que empregou o condenado em 2013 a 22 anos de prisão pelo homicídio da então ex-namorada Eliza Samudio. O assassinato aconteceu em 2010 e Bruno teve a pena reduzida para 20 anos e nove meses, a qual atualmente cumpre em liberdade.
O atleta não joga nem treina e está impedido de vestir a camisa do Búzios. O presidente da equipe, Renato Mattos inclusive já anunciou a decisão para conselheiros do clube.
Mesmo com a notícia do afastamento de Bruno, os moradores de Búzios e torcedores manterão a manifestação que estava prevista para ser realizada às 16h desta sexta-feira (7), em frente a sede do clube.
Os protestantes marcarão presença na frente da sede do clube para criticar a contratação do condenado por feminicídio. Representantes de movimentos como Movimento Olga Benário, Movimento de Mulheres da Região dos Lagos, Frente Feminista de Búzios e Mulheres Buzianas estão à frete dos protestos.
Não é a primeira vez que o goleiro passa por este tipo de situação. Bruno foi contratado em 2019 pelo Poços de Caldas, de Minas Gerais, mas a contratação durou 23 dias. Mais recentemente, o goleiro também foi anunciado pelo Atlético Carioca, mas a passagem durou menos ainda, apenas cerca de um mês.
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