O homem foi levado para um cativeiro em Barueri

Thais Bueno Publicado em 06/10/2022, às 16h16
A Polícia Civil resgatou, na noite da última quarta-feira (5), um engenheiro que foi sequestrado por uma quadrilha depois de cair no famoso 'golpe do amor', marcando um encontro com uma mulher que conheceu através de um aplicativo de relacionamentos no celular.
Ele ficou 24 horas preso num cativeiro em Barueri, na Grande São Paulo. Quando foi encontrado pelos policiais, o homem estava com seus braços e pernas amarrados, além de estar com uma meia na boca.
O engenheiro ainda foi coagido a realizar uma transferência de R$ 10 mil por Pix para as contas bancárias dos bandidos.
Um suspeito do crime já foi preso pela polícia; no entanto, outros criminosos ainda estão sendo procurados.
O homem de 33 anos havia sido abordado na noite de terça-feira (4), quando ia, de carro, em direção ao local onde iria ter um encontro com a moça que conversava através de um site de relacionamentos. Isso ocorreu na zona oeste da capital paulista.
No meio do caminho, três bandidos armados emboscaram a vítima e a levaram para o cativeiro em Barueri em seu próprio veículo.
O engenheiro, que preferiu não se identificar, deu entrevista ao G1 e contou um pouco mais sobre o ocorrido.
"Os dois me seguraram, um deu uma coronhada. E me empurraram pra dentro do carro. Ai um ficou me segurando com a minha cabeça no meio das pernas dele e o outro ficou dirigindo até chegar no local do cativeiro".
"Eles falavam só pra eu ficar quieto, que era só o lance do Pix mesmo, que depois das transferências, no outro dia de manhã, eles iam me liberar".
A polícia chegou ao local onde ele se encontrava depois de ter libertado uma outra vítima de sequestro, coincidentemente na mesma região. Um homem que estava junto com o rapaz no cativeiro foi preso em flagrante.
Após o desespero, o engenheiro encontrou com sua família em uma delegacia em São Paulo e disse: "Na minha cabeça, se eu passasse mais um dia lá, eu não ia voltar pra casa".
A delegacia da Divisão Antissequestro segue investigando o caso. De acordo com ela, o bandido preso participa de uma quadrilha que trabalha, especialmente, com sequestros relâmpagos.
"O padrão de conduta é semelhante através de aplicativos de relacionamentos na qual os criminosos através de perfis falsos atraem a vítima para o local do arrebatamento", afirmou o delegado Tarcio Severo para o G1.
Ele continuou: "E de lá ela é deslocada para o cativeiro, onde ela é ameaçada, sob mira de arma de fogo, a passar seus dados bancários. Outra quadrilha é responsável por fazer as transferências bancárias".
Um levantamento da própria Globo apresenta que foram registrados pelo menos 25 casos de vítimas que caíram em golpes depois de combinarem encontros por aplicativos.
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