O crime aconteceu na tarde da última quinta-feira (12)

Thais Bueno Publicado em 16/01/2023, às 19h13
Na tarde da última quinta-feira (12), uma manicure, de apenas 34 anos de idade, acabou sofrendo um terrível ataque e infelizmente veio a óbito.
A profissional foi morta a sangue frio, com vários tiros, enquanto atendia uma criança de apenas 9 anos, que acabou presenciando o feminicídio, na cidade de Esmeraldas, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
De acordo com informações da Polícia Militar, apuradas pelo veículo O Tempo, a mulher e o atual marido dela já haviam registrado duas ameaças que foram feitas pela ex-companheira do homem. A família da manicure também revelou que, em 2008, ela terminou seu casamento e o ex, que mora no Espírito Santo, não aceitava o término.
Segundo informado pela PM, os agentes foram chamados no salão onde a mulher trabalhava, na rua Professor Ricardo de Souza Cruz, no centro da cidade. Assim que chegaram ao estabelecimento, os policiais encontraram a vítima já sem vida, em uma cadeira, com um tiro na cabeça e uma poça de sangue em seu redor.
Testemunhas afirmaram para as autoridades que a criança, que estava sentada próximo da vítima no momento do assassinato, saiu correndo por conta do alto barulho de tiro de arma de fogo. A menina não teve nenhum ferimento e passou por atendimento médico de profissionais da assistencial social e também da psicologia.
Os peritos da Polícia Civil, que foram chamados para investigar a cena do crime, identificaram uma perfuração na cabeça causada por uma bala de arma de fogo. Uma cápsula de munição calibre 9 milímetros foi encontrada e apreendida no local.
Em depoimento para a polícia, os pais da vítima relembraram o fim conturbado do casamento há 15 anos da moça. Eles comentaram que o homem, morador de Baixo Guandu, no estado do Espírito Santo, não aceitava o fim do relacionamento e ameaçava constantemente a mulher.
Vale mencionar também que a manicure nem tinha contado para ele que estava morando em Esmeraldas.
A dona do salão, por sua vez, falou para os militares que não estava no estabelecimento na hora do crime. No entanto, alegou que esteve com a vítima durante o dia e ela "estava tranquila e fazendo o trabalho de rotina", que a manicure "era reservada" e, por isso, não sabia dizer se ela estava sofrendo ameaças.
Em uma investigação nos documentos da polícia, os militares constataram que existiam dois registros de ocorrências em que a manicure e o atual marido se diziam vítimas de ameaça que vinham de uma mulher identificada como Larissa, ex-esposa do atual companheiro da moça morta.
Ninguém foi preso até o momento e o caso segue sob investigação das autoridades responsáveis, que buscam por um suspeito.
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