Os moradores do prédio deram relatos de revirar o estômago sobre o caso

Vitória Tedeschi Publicado em 10/04/2023, às 12h28
No último fim de semana a notícia de que o corpo de uma mulher foi encontrado em um apartamento em Londres, capital da Inglaterra, após dois anos e meio de sua morte e viralizou nas redes sociais e a situação revoltou os moradores do prédio.
Isso porque diversas reclamações sobre o cheiro do local já haviam sido feitas pelos vizinhos, mas nem a polícia, nem a administradora do prédio ou o governo não checaram se havia um cadáver no local, ou o que poderia estar acontecendo.
O conjunto habitacional onde a situação aconteceu é administrado por uma associação - entidades privadas e sem fins lucrativos que fornecessem moradia a pessoas em dificuldade financeira no Reino Unido.
Vale citar que associação habitacional que administrava o prédio, Peabody, chegou a pedir que o governo pagasse diretamente o aluguel da moradora morta. No entanto, o aluguel foi pago por meses mesmo sem ninguém sequer checar se ela estava viva ou não.
De acordo com a BBC, os restos mortais de Sheila Seleone, de 58 anos, foram encontrados por policiais, dentro do apartamento. Ela estava vestida com calças de pijama azul e uma blusa branca. De acordo com a corporação, ela não foi assassinada.
Audrey, que mora desde 2018 no local, contou à emissora inglesa que se lembra do dia em que a polícia arrombou a porto do apartamento em frente ao dela.
Assim que a porta foi aberta, eu sabia que algo ruim havia acontecido. Você podia ver isso nos rostos dos policiais", disse ela.
Além de Audrey, a emissora também conversou com Chantel, outra vizinha que morava no apartamento logo abaixo de onde o corpo estava, e contou que, em certa ocasião, quando foi trocas as lâmpadas de sua casa, larvas caíram do teto. Nas semanas seguintes, o problema só piorou.
Havia larvas no quarto, na sala e no banheiro. E mais ou menos em todos os meus móveis", lembra ela.
"Você sentava no sofá e depois de um tempo encontrava uma larva esmagada", diz ela. "Foi como viver em um filme de terror".
Outros vizinhos do mesmo andar dizem que tentaram colocar toalhas e lençóis embaixo da porta para tentar impedir que o cheiro se alastrasse.
Não conseguíamos nem dormir no apartamento. Não dava nem para comer porque o cheiro era muito, muito ruim", diz Donatus Okeke, que mora em um apartamento de dois quartos com sua esposa Evelyn e seus três filhos.
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