A suspeita foi flagrada pelo irmão, mas conseguiu fugir do local

Nathalia Jesus Publicado em 11/02/2023, às 17h23
Camila Mayumi Kanayma, de 26 anos, foi apontada como a principal suspeita do assassinato brutal da própria mãe, Doraci Kanayama, de 58 anos, em Ponta Grossa, no Paraná.
De acordo com as informações da Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 22h30 da última quinta-feira (09), na residência da família.
O outro filho de Doraci teria recebido um pedido de socorro da mãe pelo celular minutos antes da fatalidade. Ao chegar no local, o irmão da suspeita encontrou diversas marcas de sangue. Após conseguir arrombar a porta do quarto, ele teria encontrado a mãe caída.
De acordo com o portal Banda D, tanto o irmão quanto Camila teriam admitido que entraram em luta corporal naquele momento, mas a suspeita conseguiu fugir do local.
Doraci foi atingida com ao menos sete facadas e não resistiu.
Segundo a defesa de Camila Kanayama, a bacharel em direito admite a culpa pela morte da mãe, mas alega que a situação fatal teria ocorrido em legítima defesa. A jovem afirmou que foi eletrocutada com uma arma de choque e teria tirado a faca das mãos da própria mãe.
Igor José Ogar, advogado da suspeita, mencionou que a cliente teve diversos problemas com a mãe durante a infância e a adolescência, o que teria ocasionado no desenvolvimento de distúrbios psicológicos na jovem.
“No dia anterior ao crime, a Camila enviou mensagens a amigos e ao ex-namorado, descrevendo que havia sido ameaçada de morte pela mãe. Ela possui diversos hematomas pelo corpo e está com braços e pernas enfaixados, além de olhos roxos e sinais aparentes de esganadura no pescoço. Se Camila não se defendesse, seria morta pela”, afirmou a defesa.
Camila fugiu para Curitiba após o crime. Na região, ela foi inetrnada no Hospital Evangélico Mackenzie. As fotos dos ferimentos e hematomas de Camila foram divulgadas pelos advogados.

“A mãe mantinha uma série de problemas com Camila, mas fato importante e característico da legítima defesa, são os sinais e hematomas pelo corpo. Minha constituinte está com as mãos cortadas por faca, o que mostra que ela tomou o objeto para se defender, sendo necessário repelir a injusta agressão”, concluiu o defensor.
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