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Crime!

Casal é acusado de enterrar barras de ouro falsas para dar golpe em RS

O casal teria convencido vítima de que precisaria de dinheiro para desenterrar tesouro ainda maior

O casal teria convencido vítima de que precisaria de dinheiro para desenterrar tesouro ainda maior - Imagem: Divulgação Polícia Civil
O casal teria convencido vítima de que precisaria de dinheiro para desenterrar tesouro ainda maior - Imagem: Divulgação Polícia Civil

Publicado em 30/07/2022, às 17h01 João Perossi


Um casal foi indiciado por estelionato em Dois Irmãos, a poucos quilômetros de Porto Alegre, por aplicar "golpe do tesouro" contra vizinhos.

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu com os golpistas enterrando barras de ouro falsas no terreno vizinho, então as desenterrando para provar a existência de um antigo tesouro e pedir dinheiro para custear as escavações. 

Num total foram desenterrados na propriedade 17 lingotes falsos, que se tratavam na verdade de barras de aço mergulhadas em ácido para ganharem coloração dourada. As barras possuíam uma inscrição informando que se tratava na verdade de ouro 24 quilates, metal muito puro.

O contato teria começado com o casal informando a família vítima de que haveriam boatos de um tesouro enterrado na propriedade por antigos donos. Após terem convencido a família que a possibilidade era real, os golpistas levaram um detector de metal e "encontraram" algumas barras.

Empolgados com a descoberta, as vítimas então teriam graduamente dado mais dinheiro aos criminosos, segundo a polícia civil, até chegar ao ponto de vender um carro.

"Para minerar melhor e para revender, as vítimas venderam um veículo, fizeram empréstimo. Os valores eram para comprar maquinário melhor e outras providências para o garimpo e venda desse tesouro escondido", conta o delegado Rafael Sauthier, responsável pelas investigações.

A polícia realizou mandato de busca e apreensão contra o casal de estelionatários, que não tiveram o nome divulgado, e encontraram quatro barras de ouro falsas, que foram identificadas pelas vítimas do esquema. 

Por não haver necessidade de prisão preventiva, os indiciados respondem em liberdade.

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