Eleitor de Bolsonaro teve discussão política com o lulista

Thais Bueno Publicado em 09/09/2022, às 14h50
Benito Cardoso dos Santos, de 42 anos, foi morto na noite de quarta-feira (7) com cruéis golpes de faca e machado. As informações são da Polícia Civil.
O caso teve início quando Benedito e Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, começaram a discutir por divergências políticas. O primeiro era apoiador do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, enquanto o último é eleitor ferrenho do atual presidente e concorrente Jair Bolsonaro, do PL.
A cena do crime foi uma chácara rural em Agrovila, zona rural de Confresa - cidade que fica a 1.160 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Em entrevista ao G1, o delegado Victor Oliveira, responsável pelo caso, disse que ambos trabalhavam no mesmo local e começaram a debater sobre política na noite da quarta-feira (7).
"O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula e, o autor defendendo o Bolsonaro", disse o delegado.
Conforme investigado pela Polícia Civil, Benedito teria acertado o rosto de Rafael com um soco e, então, pegou uma faca. O assassino, porém, pegou a arma branca após partir para cima da vítima.
Benedito, então, teria corrido e Silva começou a apunhalá-lo pelas costas. Quando a vítima caiu, o autor do crime teria acertado-a na testa, olhos e pescoço. Foram pelo menos 15 facadas contra o apoiador de Lula.
Não satisfeito, o criminoso ainda foi buscar um machado em um barracão para finalizar o crime. Com isso, acertou Benedito, que ainda estaria vivo, no pescoço, na tentativa de decaptá-lo.
Após cometer tal atrocidade, o suspeito escondeu as armas utilizadas e foi para um hospital, em Confresa, onde alegou ter sido vítima de um roubo que resultou cortes em sua mão e e em sua testa.
Quando encaminhado para a delegacia, Rafael confessou ter cometido o assassinato. Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e cruel. Sua prisão em flagrante, contudo, foi convertida para preventiva.
As armas utilizadas e mais provas que levaram à identificação do suspeito foram encontradas no local do crime.
Na decisão para prisão preventiva do autor do crime, o juiz Carlos Eduardo Pinho Bezerra Mendes, da 3ª Vara de Porto Alegre do Norte, afirmou:
"A intolerância não deve e não será admitida, sob pena de regredirmos aos tempos de barbárie."
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