Defesa de Guilherme Costa informa que ele não se lembra de ter matado Ingrid Bueno em 2021

G1 Publicado em 08/08/2022, às 08h31
Após um ano, o estudante Guilherme Alves Costa, de 18 anos, que usou uma faca e uma espada para matar a gamerIngrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, conhecida como Sol, vai a júri popular nesta segunda-feira (8) pelo assassinato dela em São Paulo. O crime foi cometido em 22 de fevereiro de 2021, na casa do réu, em Pirituba, na Zona Norte da capital paulista.
Guilherme está preso e responde por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. Segundo a acusação, o assassino tentou "degolar a vítima", que tinha conhecido pela internet havia um mês. Se a maioria dos jurados o condenar, a Justiça poderá aplicar a ele uma pena que vai de 6 a 30 anos de prisão.
O julgamento está previsto para começar às 12h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste, e será presidido pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro. O júri deveria ter ocorrido em 3 de março, mas foi adiado pela magistrada. À época, a defesa do réu juntou ao processo documentos que ainda não tinham sido analisados antes pelo Ministério Público (MP). Depois ele teria de acontecer em 9 de maio, mas também foi adiado em razão da falta de testemunhas. A Promotoria acusa Guilherme pelo homicídio.
Motivo do crime é desconhecido
Apesar de ter gravado um vídeo no qual confessa o crime, Guilherme, que é conhecido como Flash Asmodeus no meio dos games, nunca explicou por que assassinou Ingrid. Ela jogava profissionalmente como gamer (saiba mais abaixo). Os dois se conheceram durante partidas online do Call of Duty: Mobile, um jogo de tiro para celulares.
Após matar a gamer, Guilherme gravou um vídeo e compartilhou a imagem nas redes sociais admitindo o assassinato. Em seguida, se entregou numa delegacia, onde foi preso pela Polícia Civil, e continua detido desde então.
"Eu quis fazer isso", disse o estudante numa filmagem feita por policiais que o prenderam em flagrante.
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