Lucy Studey contou que o pai atacava prostitutas e transeuntes e obrigava os filhos a ocultar os corpos

Mateus Omena Publicado em 27/10/2022, às 10h42
Uma mulher confessou à polícia que seu pai, já falecido, era um serial killer responsável pela morte de dezenas de mulheres décadas atrás. Segundo ela, o criminoso obrigava os próprios filhos a ocultar os corpos das vítimas.
O caso aconteceu em Thurman, no Iowa (EUA) e foi revelado pelo site Newsweek. De acordo com a publicação, há anos, Lucy Studey vem alertando a polícia local sobre os crimes cometidos pelo pai, Donald, mas ninguém a levou a sério. Depois de muitas insistências, as autoridades decidiram fazer uma operação de busca com cães farejadores na antiga propriedade da família. Os animais indicaram a possível presença de restos mortais em diversos pontos citados pela mulher em depoimento. A partir disso, a história passou a ser investigada.
Lucy contou que Donald matou cerca de 70 pessoas anos atrás e que ele obrigava todos os filhos, incluindo ela, a descartar os corpos no terreno deles na região. O suspeito morreu em março de 2013, aos 75 anos.
Ela relatou também que o pai vivia ameaçando os filhos para ajudá-lo a esconder os cadáveres em um poço. Depois de jogar todos os corpos no buraco, os irmãos despejavam terra por cima. "Ele apenas nos dizia que tínhamos que ir ao poço, e eu sabia o que isso significava", disse Lucy. "Achei que ele me mataria porque eu não ficava de boca calada”.
Por outro lado, Susan Studey, irmã mais velha de Lucy, afirmou à Newsweek que as alegações de sua irmã são falsas. “Meu pai não era o homem que ela descreveu. Ele era rigoroso, mas era um pai protetor que amava seus filhos. Pais rígidos não se transformam em serial killers”.
A polícia suspeita que Donald Studey tenha atraído mulheres - a maioria delas garotas de programa ou transeuntes do Nebraska - para sua casa, antes de matá-las. Lucy recordou também que o pai chegou a justificar um dos crimes: “aquela cadela mereceu”.
A filha revelou o passado sombrio ao xerife do condado de Fremont, Kevin Aistrope. Ele ficou encarregado de conduzir as operações de busca pelos cadáveres mencionados por ela.
“Acredito 100% nela que há corpos lá”, disse o xerife Aistrope. “A mulher nos contou a história. Nós trouxemos alguns cães farejadores de cadáveres. Eles atuaram na antiga propriedade da família e indicaram a possível área onde os corpos estão depositados”.
E acrescentou: “Faremos tudo o que pudermos para provar ou refutar que pode haver uma cena de crime”.
Além do gabinete do xerife Aistrope, o caso está sendo investigado por agências estaduais e federais do país, como a Divisão de Investigação Criminal de Iowa (DCI) e o FBI, como um esforço conjunto para procurar pistas do possível serial killer.
O diretor-assistente da DCI, Mitch Mortvedt, disse à emissora KETV que as investigações ainda estão em fase de iniciação e levará meses para evoluir. Neste período, os agentes vão verificar a validade dos relatos de Lucy Studey, antes que as autoridades façam escavações na área onde cães indicaram possíveis restos humanos.
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