Banqueiro, alvo de investigação por corrupção e lavagem de dinheiro, deixa CDP de Guarulhos; cunhado e outros dois suspeitos também foram presos

Lívia Gennari Publicado em 05/03/2026, às 10h07
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido na manhã desta quinta-feira (5), para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro havia sido detido na tarde de quarta-feira (4), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, no âmbito da terceira fase da Operação Sem Compliance, conduzida pela Polícia Federal (PF). A defesa do banqueiro nega as acusações.
Junto de Vorcaro, foi levado para Potim o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. Outros dois investigados, suspeitos de integrar uma suposta “milícia privada” a serviço do banco, também foram presos por suposta intimidação de adversários e jornalistas. A Penitenciária II de Potim, inaugurada em 2002, abriga detentos em regime fechado e recebeu os presos ainda na manhã desta quinta.
Segundo a PF, a nova detenção do banqueiro se baseou, entre outros elementos, em mensagens encontradas no celular dele durante a primeira fase da operação. O conteúdo, segundo os investigadores, apontaria ameaças a jornalistas e a pessoas que teriam se posicionado contra seus interesses.
Essa é a segunda prisão de Vorcaro em menos de quatro meses. Ele havia sido detido em 17 de novembro, quando se preparava para embarcar para o exterior após anunciar a venda do Master a um fundo de investimento. Na ocasião, ficou 11 dias detido e foi liberado com tornozeleira eletrônica e sob medidas cautelares.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve analisar na próxima semana a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro, na última quarta (4).
A terceira fase da Operação Sem Compliance, chamada Compliance Zero, investiga supostas ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, atribuídas a uma organização criminosa. Até o momento, a PF cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com o apoio do Banco Central.

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