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Tragédia na Venezuela

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 164 e mobiliza ajuda internacional

País enfrenta uma das maiores tragédias de sua história recente após dois fortes tremores; equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes

Especialistas alertam que o número de vítimas pode ser maior do que o inicialmente confirmado, à medida que os danos são avaliados após os terremotos - Imagem: Reprodução/@Defensagob
Especialistas alertam que o número de vítimas pode ser maior do que o inicialmente confirmado, à medida que os danos são avaliados após os terremotos - Imagem: Reprodução/@Defensagob

Letícia Sales Publicado em 25/06/2026, às 08h53


A Venezuela vive uma corrida contra o tempo após os dois terremotos que atingiram o país na noite de quinta-feira (25). O número de mortos chegou a 164, enquanto 971 pessoas ficaram feridas, segundo atualização divulgada pela presidente interina, Delcy Rodríguez.

Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram o desabamento de casas, prédios e outras estruturas em diversas regiões. Autoridades classificaram o episódio como o mais devastador registrado no país em cerca de um século.

Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Delcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional e informou que mais de 500 equipes especializadas foram mobilizadas para atuar nas áreas atingidas.

Enquanto os trabalhos de resgate avançam, cenas de esperança têm emocionado o país. Imagens divulgadas pela imprensa local e nas redes sociais mostram moradores e socorristas comemorando cada vez que uma pessoa é retirada com vida dos escombros.

Apesar de as autoridades confirmarem 164 mortes até o momento, especialistas alertam que o impacto do desastre ainda está sendo dimensionado. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que, devido à intensidade dos tremores, o número final de vítimas pode ser significativamente maior.

Diante da tragédia, diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela. Brasil, Estados Unidos, Turquia, México, Portugal, Suíça, Alemanha, Arábia Saudita e Israel manifestaram solidariedade e colocaram equipes e recursos à disposição das autoridades venezuelanas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio imediato de uma missão de resgate ao país.

"A França está pronta, em coordenação com parceiros europeus, para prestar assistência às populações afetadas conforme as necessidades apresentadas pelas autoridades venezuelanas."

Segundo Macron, 85 especialistas em busca e remoção de escombros integrarão a operação de ajuda.

A Espanha também informou que mantém 54 socorristas do Exército em prontidão para atuar na região afetada. O grupo conta com cães farejadores, câmeras de resgate e geofones, equipamentos utilizados para localizar pessoas soterradas.

Já a Suíça confirmou o envio de pelo menos 80 especialistas em salvamento. A Alemanha declarou que poderá disponibilizar até seis aeronaves militares de transporte para apoiar a logística das operações.

"É crucial fornecer assistência rápida. As Forças Armadas alemãs estão prontas e podem disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M em curto prazo, assim que o apoio for solicitado", disse o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius.

O governo brasileiro também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e informou que avalia o envio de suprimentos e apoio humanitário. Há ainda a expectativa de que uma força conjunta das Nações Unidas chegue ao país nos próximos dias para reforçar os trabalhos de resgate e assistência às vítimas.

Enquanto isso, milhares de famílias seguem aguardando notícias de parentes desaparecidos, em meio aos esforços das equipes que trabalham sem interrupção para localizar sobreviventes e minimizar os impactos de uma das maiores catástrofes naturais da história recente da Venezuela.


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